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A gestação é um período em que há aumento das necessidades de cálcio para atender às demandas de mineralização óssea fetal e manutenção da saúde óssea materna. Em contextos de baixa ingestão alimentar de cálcio, a suplementação pode ser uma estratégia importante de cuidado nutricional, especialmente em populações com maior risco de pré-eclâmpsia. As diretrizes internacionais ressaltam que a intervenção deve considerar a ingestão dietética habitual, o risco individual e o contexto epidemiológico. Considerando as recomendações atuais sobre suplementação de cálcio em gestantes, assinale a alternativa que apresenta a orientação MAIS ADEQUADA.
Toda gestante deve receber, rotineiramente, suplementação de cálcio em altas doses (acima de 2.000 mg/dia), independentemente da ingestão alimentar, pois o excesso de cálcio é facilmente excretado e não traz riscos maternos.
A suplementação de cálcio é contraindicada na gestação, pois aumenta o risco de cálculos renais maternos e de calcificação excessiva dos ossos fetais, devendo ser evitada mesmo quando a ingestão alimentar é insuficiente.
A suplementação de cálcio só é necessária no terceiro trimestre da gestação, período de maior mineralização fetal, sendo desnecessária em fases anteriores, ainda que a dieta da gestante seja pobre em laticínios e outras fontes de cálcio.
A suplementação deve ser realizada para todas as gestantes a partir da 12º semana de gestação até o parto com 1250 mg de carbonato de cálcio.