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A biodisponibilidade do ferro não heme, presente em alimentos de origem vegetal como o feijão, é significativamente aumentada quando consumido juntamente com alimentos fontes de cálcio, como leite e derivados, devido à formação de quelatos solúveis no intestino.
Certo
Errado
De acordo com Vitolo (2015) um indivíduo no 2º estágio do desenvolvimento da deficiência de ferro apresentará
diminuição do ferro sérico e aumento da capacidade de ligação do ferro.
diminuição da ferritina sérica e da protoporfirina eritrocitária livre.
elevação do percentual de saturação da transferrina.
elevação do volume corpuscular médio e diminuição da hemoglobina corpuscular média.
Sobre o ferro dietético, assinale a alternativa correta.
O ferro heme é encontrado exclusivamente em alimentos de origem vegetal.
O ferro heme e o ferro não heme possuem o mesmo mecanismo de absorção intestinal.
A ferritina não possui relação com os estoques corporais de ferro.
A absorção de ferro é aumentada em estados como crescimento e gestação.
O estresse oxidativo ocorre quando há desequilíbrio entre a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) e a capacidade dos sistemas de defesa antioxidante do organismo, resultando em dano a lipídios, proteinas e DNA, com potencial contribuição para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas. Sobre o papel do selênio no sistema antioxidante, assinale a alternativa CORRETA.
O selênio participa da defesa antioxidante principalmente por integrar enzimas como a glutationa peroxidase, que reduz peróxidos e hidroperóxidos lipídicos, protegendo membranas celulares, sendo encontrado em alimentos como castanha-do-pará, frutos do mar, carnes e ovos.
O selênio atua apenas na forma livre, sem compor enzimas ou proteínas.
O selênio só tem relevância clínica em megadoses de suplementos, sendo insuficiente via alimentação.
O selênio atua contra o estresse oxidativo apenas aumentando o HDL, sem relação com peróxidos ou glutationa.
A função do selênio é ligar-se diretamente aos radicais livres no plasma, substituindo a vitamina E de forma não enzimática.
Acerca da absorção intestinal de cálcio, assinale CORRETAMENTE o fator que exerce maior influência positiva sobre sua biodisponibilidade:
Presença de fitatos na dieta.
Alta ingestão de fibras insolúveis.
Adequada concentração de vitamina D ativa (calcitriol).
Elevada ingestão de oxalato.
Supressão da secreção de paratormônio.
Relacione as colunas abaixo de acordo com as funções dos minerais:

(Nutrição: Guia Prático - Cynthia Cavalini Cândido e outros, Ed. Iátria, pág. 30-33)
1-A; 2-B; 3-C.
1-B; 2-A; 3-C.
1-C; 2-A; 3-B.
1-A; 2-C; 3-B.
Assinale a alternativa que corresponde ao sinal clínico da deficiência de zinco nos seres humanos que foram descritos primeiramente em meninos jovens.
Colite ulcerativa.
Cicatrização de feridas mais lentas.
Obesidade.
Osteoporose.
Cegueira noturna.
O zinco funciona em associação a mais de 300 enzimas. Participa de reações que envolvem a síntese ou a degradação de metabólitos principais de carboidratos, proteínas, lipídios e ácidos nucleicos. Sua deficiência pode causar:
Hipogonadismo
Beribéri
Taquicardia
Escorbuto
A deficiência de ferro causa anemia, o que prejudica o desenvolvimento e a capacidade de aprendizagem da criança. Frente a isso, é estimulada a ingestão frequente de alimentos fontes de ferro. Qual das alternativas a seguir apresenta exclusivamente alimentos ricos nesse nutriente?
Ovo, verdura verde-escura, manga e caju.
Carne, feijão, chicória, caruaru e bertalha.
Leguminosas, carne vermelha, romã e mexerica.
Feijão preto, acerola, cenoura e jambu.
Espinafre, ovo, taioba e mexerica.
A biodisponibilidade do ferro não-heme presente em vegetais é aumentada quando consumido junto com alimentos ricos em:
Taninos presentes no chá preto ou café.
Vitamina C como frutas cítricas e sucos.
Cálcio proveniente de leite e derivados lácteos.
Fitatos encontrados em cereais integrais e leguminosas.
Oxalatos presentes em espinafre e acelga crua.
Entre os oligoelementos essenciais ao metabolismo humano, o mineral diretamente associado à síntese de hormônios tireoidianos denomina-se:
Ferro.
Zinco.
Selênio.
Cálcio.
Iodo.
Assinale CORRETAMENTE o micronutriente que é essencial para a atividade da superóxido dismutase, enzima antioxidante crítica:
Selênio.
Zinco.
Ferro.
Magnésio.
Vitamina C.
O zinco é um micronutriente essencial envolvido em numerosos processos fisiológicos, sendo frequentemente estudado em condições associadas à inflamação crônica e ao estresse oxidativo, como doenças metabólicas e imunológicas. Entre suas funções primárias no organismo humano, destaca-se sua participação direta no(a):
produção de bilirrubina indireta no fígado.
transporte intracelular de glicose mediado pelo GLUT-2.
oxidação de ácidos graxos no peroxissomo.
funcionamento de metaloenzimas envolvidas na síntese de DNAe reparo celular.
síntese de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).
Nutriente que, associado ao consumo de cálcio, magnésio e fibras alimentares, compõe o esquema alimentar da Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), recomendado para o tratamento não medicamentoso da hipertensão arterial sistêmica. Estamos falado de:
vitamina A.
ferro.
sódio.
potássio.
vitamina E.
Banana, melão, laranja, maçã, tomate, agrião e outras frutas e hortaliças são fontes de:
(Alimentação Saudável e Sustentável – MEC - UnB, 2007, pág. 24)
Ferro
Cálcio
Potássio
Magnésio
Os microminerais, embora requeridos em pequenas quantidades, desempenham funções vitais e multifacetadas no organismo humano, atuando como cofatores enzimáticos, componentes estruturais e moduladores de processos biológicos essenciais. A manutenção do equilíbrio desses nutrientes é crucial, pois tanto a deficiência quanto o excesso podem acarretar sérios comprometimentos à saúde. O Nutricionista deve ter um conhecimento aprofundado sobre o papel de cada micromineral e suas implicações fisiológicas. Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as funções e características de alguns microminerais:
I. O zinco é um micromineral versátil, essencial como cofator de diversas metaloenzimas, atuando na defesa antioxidante, crescimento e desenvolvimento, com maior concentração em células musculares e ósseas.
II. O magnésio, o segundo cátion mais prevalente no espaço intracelular, é um cofator enzimático importante em mais de 300 reações metabólicas, e sua deficiência está associada ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica.
III. O fósforo, embora seja um macromineral, possui função essencial na mineralização óssea e no equilíbrio acidobásico, sendo que a maior parte de sua distribuição no organismo se encontra nos fluidos extracelulares.
IV. O selênio é um elemento essencial que atua na prevenção de mutações virais, na atividade antioxidante por meio das selenoproteínas como a glutationa peroxidase, e na regulação da resposta inflamatória, sendo sua absorção aumentada por nutrientes como a metionina.
É CORRETO o que se afirma em:
I e ll, apenas.
I, III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, Il e IV, apenas.
São alimentos fontes de ferro não heme, EXCETO:
Carne bovina.
Agrião.
Couve.
Feijões.
O cálcio e o ferro são micronutrientes essenciais em todas as fases da vida, porém com necessidades e riscos carenciais distintos em adolescentes, adultos e idosos. Considerando essas diferenças entre os ciclos da vida, a recomendação nutricional em relação à quantidade de cálcio e ferro é:
Cálcio: 1.300 mg para adolescentes, 1.000 mg para adultos e 1.200 mg para idosos.
Ferro: 8 mg para adolescentes, 10 mg para adultos e 20 mg para idosos.
Cálcio: 800 mg para adolescentes, 600 mg para adultos e 1.000 mg para idosos.
Ferro: 5 mcg para adolescentes, 8 mcg para adultos e 2.000 mg para idosos.
O consumo inadequado de fontes de cálcio pode levar à hipocalcemia (deficiência de cálcio). Fatores hormonais e má-absorção também podem contribuir para sua deficiência. Podemos afirmar que na deficiência de cálcio encontramos:
anemia
perda de apetite
osteoporose em mulheres
visão turva
A gestação é um período em que há aumento das necessidades de cálcio para atender às demandas de mineralização óssea fetal e manutenção da saúde óssea materna. Em contextos de baixa ingestão alimentar de cálcio, a suplementação pode ser uma estratégia importante de cuidado nutricional, especialmente em populações com maior risco de pré-eclâmpsia. As diretrizes internacionais ressaltam que a intervenção deve considerar a ingestão dietética habitual, o risco individual e o contexto epidemiológico. Considerando as recomendações atuais sobre suplementação de cálcio em gestantes, assinale a alternativa que apresenta a orientação MAIS ADEQUADA.
Toda gestante deve receber, rotineiramente, suplementação de cálcio em altas doses (acima de 2.000 mg/dia), independentemente da ingestão alimentar, pois o excesso de cálcio é facilmente excretado e não traz riscos maternos.
A suplementação de cálcio é contraindicada na gestação, pois aumenta o risco de cálculos renais maternos e de calcificação excessiva dos ossos fetais, devendo ser evitada mesmo quando a ingestão alimentar é insuficiente.
A suplementação de cálcio só é necessária no terceiro trimestre da gestação, período de maior mineralização fetal, sendo desnecessária em fases anteriores, ainda que a dieta da gestante seja pobre em laticínios e outras fontes de cálcio.
A suplementação deve ser realizada para todas as gestantes a partir da 12º semana de gestação até o parto com 1250 mg de carbonato de cálcio.