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A doença renal crônica (DRC) caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível da função dos rins, comprometendo a capacidade de filtração e excreção de substâncias tóxicas do organismo. Nesse contexto, a alimentação exerce papel fundamental no manejo clínico, sendo necessário o controle rigoroso da ingestão de determinados alimentos.
Fonte: Guia de nutrição: clínica no adulto / coordenação deste guia Lilian Cuppari. − 3. ed. -- Barueri, SP. 2014.
Com relação ao consumo de carambola por pacientes portadores de DRC, assinale a alternativa CORRETA.
A carambola é contraindicada em pacientes com DRC por conter substância de potencial neurotóxico que, na vigência de função renal comprometida, acumula-se progressivamente no organismo, podendo desencadear manifestações neurológicas graves com risco de evolução para óbito.
A neurotoxicidade da carambola em pacientes com DRC manifesta-se por sintomas de natureza gastrointestinal, como náuseas, vômitos e diarreia, sem comprometimento do sistema nervoso central, o que torna segura sua ingestão ocasional em pequenas quantidades por pacientes com doença compensada.
A neurotoxina presente na carambola é termolábil, sendo eliminada durante o processo de cocção ou fervura da fruta, o que torna seguro o consumo de preparações quentes à base de carambola por pacientes com DRC em qualquer estágio da doença.
A restrição ao consumo de carambola aplica-se a pacientes em terapia dialítica, uma vez que indivíduos na fase não dialítica da DRC preservam capacidade de depuração renal suficiente para metabolizar a neurotoxina presente na fruta sem risco de acúmulo significativo.
O acúmulo da neurotoxina da carambola compartilha mecanismo fisiopatológico com a hiperpotassemia, sendo seu controle viabilizado pela restrição concomitante de potássio na dieta, o que torna possível a ingestão supervisionada da fruta em pacientes com DRC em estágio compensado.