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Questões de Concurso sobre Doenças renais

 
 
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Considere um paciente com DRC estágio 4, não dialítico, com fósforo sérico elevado e hiperparatireoidismo secundário. Nesse caso, segundo as recomendações nutricionais para controle do fósforo, qual é a medida mais adequada?


A

Aumentar consumo de leites vegetais industrializados, pois não contêm fósforo biodisponível.


B

Reduzir alimentos com aditivos fosfatados, pois possuem alta biodisponibilidade.


C

Priorizar carnes processadas, pois possuem menor fósforo que carnes frescas.


D

Evitar frutas e verduras, pois são fontes relevantes de fósforo.

Um paciente de 59 anos de idade, portador de DRC estágio 4 (TFG 22 mL/min), buscou atendimento apresentando hiperfosfatemia (P 6,1 mg/dL), potássio 5,3 mEq/L e bicarbonato 18 mEq/L. Referiu dieta rica em carnes processadas, leguminosas e refrigerantes tipo cola. Informou uso de IECA e quelante de fósforo à base de carbonato de cálcio. Foi mantido em acompanhamento para possível início de terapia renal substitutiva.


De acordo com as diretrizes KDIGO e BRASPEN para dietoterapia na DRC, qual é a conduta nutricional mais adequada nesse caso?


A

Aumentar ingestão proteica para 1,4 g/kg/dia com o objetivo de compensar o catabolismo da doença.


B

Manter consumo de leguminosas e reduzir apenas sódio, já que fósforo e potássio são pouco influenciados pela dieta.


C

Suspender o uso de quelantes e priorizar apenas hidratação livre, pois a excreção renal residual ainda está preservada.


D

Restringir fósforo e potássio da dieta, priorizar proteínas de alto valor biológico em quantidade moderada (de 0,6 a 0,8 g/kg/dia) e reforçar a alcalinização alimentar para correção parcial da acidose.

A doença renal crônica avançada causa distúrbios na absorção, na excreção e no metabolismo de muitos nutrientes. Pacientes com doença renal crônica desenvolvem uremia, sendo os sintomas mais comuns a fadiga, insônia, anorexia, náuseas, vômitos, câimbras, dentre outros. A intervenção dietoterápica e tratamento dialítico podem controlar ou prevenir a maioria dos distúrbios metabólicos e clínicos.


Sobre assunto acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:


I. O acompanhamento nutricional paciente urêmico tem por objetivo aumentar a produção de catabolitos nitrogenados tóxicos, retardar a velocidade de progressão da lesão renal, assegurar o equilíbrio nutricional adequado durante o período pré-dialítico e atuar em doenças associadas.

II. Na fase pré-dialítica, a principal manipulação dietética que previne ou melhora a sintomatologia urêmica é a restrição de proteínas.

III. A anemia é frequente em pacientes renais crônicos, principalmente quando em tratamento dialítico, e é causada tanto pela insuficiência do rim em produzir eritropoietina quanto pelo aumento na destruição das hemácias.


Estão corretas as afirmativas:


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I e III, apenas.


E

I, II e III.

No curso da Doença Renal Crônica, as alterações nos parâmetros bioquímicos e hematológicos caracterizam-se por:


A

as concentrações plasmáticas de sódio, potássio, cálcio e fósforo permanecem normais ou muito próximas do normal até os estágios mais avançados da doença.


B

nos estágios iniciais da doença, pode ocorrer elevação plasmática de potássio, fósforo e paratormônio (PTH) e redução do calcitriol.


C

a albumina se mantém estável apesar da síndrome nefrótica, inflamação crônica e desnutrição que podem ocorrer no curso da doença.


D

o aumento na concentração da hemoglobina também é comumente observado principalmente em consequência da elevação da produção de eritropoietina.

Um paciente de 63 anos de idade, hipertenso de longa data, com DRC estágio 3a (TFG estimada em 50 mL/min/1,73 m²), foi mantido em acompanhamento nutricional para controle da pressão arterial e recebeu orientação inicial de dieta DASH. Os exames mais recentes mostraram tendência à hiperfosfatemia e potássio no limite superior da normalidade.


Considerando-se os ajustes necessários da dieta DASH para pacientes com DRC, qual é a conduta nutricional mais apropriada nesse caso?


A

Manter potássio livre, pois não há necessidade de restrição na DRC leve.


B

Restringir potássio e fósforo conforme exames, mantendo o padrão DASH ajustado.


C

Aumentar frutas e laticínios sem restrição para maior aporte de micronutrientes.


D

Aumentar proteínas para 1,6 g/kg a fim de prevenir perda muscular.

A dieta para pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em tratamento conservador (não dialítico) exige ajustes rigorosos para retardar a progressão da doença e controlar a uremia. Analise as afirmativas a seguir sobre as restrições dietéticas comuns nessa condição.


I.A restrição proteica é frequentemente indicada para reduzir a produção de compostos nitrogenados (ureia), priorizando-se proteínas de alto valor biológico.

II.O controle da ingestão de sódio é fundamental para o manejo da hipertensão arterial e do edema.

III.O consumo de alimentos ricos em potássio e fósforo deve ser estimulado livremente para evitar a desnutrição mineral óssea.


Está correto o que se afirma em:


A

I e II apenas.


B

I e III apenas.


C

II e III apenas.


D

III apenas.


E

I, II e III.

Um paciente com doença renal crônica não dialítica apresenta hiperpotassemia recorrente e já utiliza medicações que elevam potássio sérico. O plano alimentar deve priorizar uma estratégia de redução de carga de potássio dietético sem comprometer a densidade energética. Indique a orientação:


A

Reduzir potássio e orientar técnicas de cocção.


B

Preferir substituto do sal à base de potássio.


C

Aumentar sucos de frutas para hidratação.


D

Priorizar frutas secas e oleaginosas diárias.


E

Elevar integrais e leguminosas sem ajuste.

Segundo Toledo e Castro (2015), para paciente com insuficiência renal aguda em tratamento com terapia de substituição renal, qual é a recomendação diária de proteínas para adultos?


A

1,2 a 1,5 g/kg.


B

1,2 a 1,8 g/kg.


C

1,5 a 1,8 g/kg.


D

1,5 a 2,5 g/kg.

Mulher, 62 anos, com Doença Renal Crônica (DRC) em estágio 4 (TFG entre 15–29 mL/min/1,73m²), não dialítica, com diagnóstico associado de hiperfosfatemia e hipercalemia. A paciente apresenta peso atual de 68 kg, altura de 1,60 m e ausência de edema. Considerando as diretrizes de terapia nutricional para DRC não dialítica, assinale a alternativa que apresenta a conduta nutricional mais adequada.


A

Dieta normoproteica (1,2 g/kg/dia), hiperpotássica e com restrição de fósforo, priorizando o aporte calórico elevado para prevenção de desnutrição.


B

Dieta hipoproteica (0,6 a 0,8 g/kg/dia), com restrição de potássio e fósforo, garantindo aporte calórico adequado de 25 a 35 kcal/kg/dia para preservação do estado nutricional.


C

Dieta hiperproteica (1,5 g/kg/dia) com suplementação de fósforo e potássio, considerando o risco elevado de desnutrição proteico-energética nos estágios avançados da DRC.


D

Dieta normoproteica (1,0 g/kg/dia) sem restrição de potássio, com restrição isolada de fósforo e aporte calórico de 20 kcal/kg/dia.

De acordo com as diretrizes do KDOQI (Kidney Disease Outcomes Quality Initiative, 2020) sobre a terapia nutricional na Doença Renal Crônica, para um paciente adulto em tratamento conservador (estágios 3 a 5) e metabolicamente estável, a prescrição dietética visando à redução de toxinas urêmicas e o retardo da progressão da doença deve ser de:


A

livre consumo de proteínas de origem vegetal, visto que o fósforo de fontes vegetais possui absorção intestinal de 98%


B

0,55 a 0,60 g/kg de peso ideal ou ajustado por dia, para garantir a redução da carga de solutos nitrogenados


C

menos de 0,3 g/kg de peso por dia, sem a necessidade de suplementação de cetoanálogos de aminoácidos


D

0,8 a 1,0 g/kg de peso por dia, seguindo as recomendações para indivíduos saudáveis da mesma faixa etária


E

1,2 a 1,4 g/kg de peso por dia, para prevenir o hipercatabolismo gerado pela uremia persistente

Situação hipotética: Um paciente com doença renal crônica em tratamento conservador (não dialítico) apresenta exames laboratoriais com ureia e creatinina elevadas. Assertiva: A conduta dietoterápica adequada inclui uma restrição proteica controlada para reduzir a carga de solutos nitrogenados e retardar a progressão da doença.


C

Certo


E

Errado

O manejo da hiperfosfatemia em pacientes com doença renal é feito por condutas medicamentosas e dietéticas. Uma orientação dietética importante para pacientes com essa alteração é a exclusão do consumo de


A

castanhas.


B

feijão.


C

peixes.


D

leite de soja.

Na avaliação nutricional de um paciente com Doença Renal Crônica (DRC), o Nutricionista observa edema intermitente e variações de peso relacionadas a alterações hídricas. Ele precisa escolher indicadores clínicos prioritários para sustentar diagnóstico de desnutrição e, em outro caso, de obesidade. Com base nas diretrizes de terapia nutricional no paciente com doença renal, é CORRETO afirmar que:


A

Um único indicador isolado é suficiente para diagnosticar desnutrição em doença renal, sendo o Índice de Massa Corporal (IMC) o mais importante em todos os casos.


B

Para diagnóstico de desnutrição, os indicadores mais importantes incluem perda involuntária de peso, IMC baixo, ingestão de energia/proteína abaixo do recomendado e redução de força/funcionalidade muscular; para obesidade, o indicador mais importante é o excesso de gordura abdominal.


C

Para diagnóstico de obesidade em doença renal, o IMC é o único indicador recomendado, pois medidas de gordura abdominal não se correlacionam com desfechos.


D

Ingestão energética e proteica não deve ser considerada no diagnóstico de desnutrição, pois é variável e pouco reprodutível em DRC.

Na doença renal, o paciente deve reduzir o consumo de alimentos ricos em potássio. Para reduzir a quantidade de potássio em vegetais, a orientação é:


A

cozinhar os alimentos em fogo baixo e em seguida refogar


B

subdividir os vegetais e desprezar a água da primeira fervura


C

subdividir os vegetais e em seguida assá-los


D

subdividir os vegetais e em seguida fritá-los

De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021), a recomendação calórica para pacientes com Doença Renal Crônica metabolicamente estáveis é, kcal/kg peso atual/dia:


A

30-35.


B

15-20.


C

20-30.


D

25-35.


E

32-38.

Assinale a alternativa que apresenta a recomendação proteica média para um paciente com DRC em programa regular de hemodiálise que apresenta risco nutricional elevado devido às perdas metabólicas inerentes ao método.


A

Inferior a 0,6 g/kg/dia


B

Entre 0,8 e 1,0 g/kg/dia


C

Livre, sem necessidade de quantificação


D

Aproximadamente 1,2 g/kg/dia

Paciente do sexo feminino, 24 anos, trabalha no comércio, permanecendo longos períodos em pé. Apresentou episódios recorrentes de infecção urinária e evoluiu com redução importante do volume urinário, retenção hídrica, fadiga, dispneia e dor lombar intensa. Após avaliação médica e exames laboratoriais, foi diagnosticada com Lesão Renal Aguda (LRA), sem indicação de terapia dialítica no momento. Foi encaminhada para internação hospitalar e solicitada orientação nutricional até recuperação da função renal.


Considerando a dietoterapia na LRA não dialítica, a conduta correta nesse caso é


A

manter ingestão proteica elevada (≥1,5 g/kg/dia) para evitar perda muscular.


B

restringir proteínas (0,6-0,8 g/kg/dia), controlar ingestão de sódio e ajustar líquidos conforme débito urinário.


C

proibir exclusivamente o consumo de carambola, mantendo dieta habitual sem outras modificações.


D

instituir dieta hipercalórica, hiperproteica e hiperpotássica para acelerar recuperação renal.


E

manter dieta habitual com restrição apenas de carboidratos simples.

No acompanhamento da doença renal crônica, a prescrição proteica muda conforme a fase da doença, o risco nutricional e a presença de diálise.


Assinale a alternativa correta.


A

A mesma orientação proteica deve ser mantida ao longo de todas as fases, porque a progressão renal pouco altera a necessidade metabólica.


B

Na doença renal crônica sem diálise, a prescrição tende a ser mais restritiva em proteína do que na diálise, e precisa considerar risco nutricional e contexto clínico.


C

A superioridade da proteína vegetal sobre a animal já foi estabelecida para todos os cenários clínicos da doença renal crônica.


D

A presença de albumina sérica reduzida basta para definir a prescrição proteica, porque o marcador sintetiza ingestão, inflamação e catabolismo.


E

A restrição proteica deixa de ter função clínica quando o paciente ainda preserva ingestão oral satisfatória e peso corporal aparentemente estável.

Leia o caso a seguir.


Homem de 55 anos, com doença renal crônica, estando na fase não dialítica, estágio 3 da doença (taxa de filtração glomerular entre 59 e 30 mL/ min).


Segundo CUPPARI et. al. (2013), nesse período, qual é a recomendação diária de ingestão proteica e calorias?


A

0,6 g de proteína por kg e 30 kcal/kg.


B

0,6 g de proteína por kg e 35 kcal/kg.


C

0,8 g de proteína por kg e 30 kcal/kg.


D

0,8 g de proteína por kg e 35 kcal/kg.

Em uma UTI, um paciente com injúria renal aguda (IRA) hipercatabólica evolui com aumento de ureia. Um membro da equipe sugere reduzir proteína “para evitar ou retardar o início de Terapia Renal Substitutiva (TRR)”. Acerca da terapia nutricional na doença renal, assinale a alternativa CORRETA.


A

Deve-se restringir proteínas em IRA hipercatabólica para evitar TRR, pois maior oferta proteica acelera a necessidade de diálise.


B

Em IRA hipercatabólica, a recomendação proteica é fixa e independe de TRR, pois as perdas dialíticas não alteram o balanço nitrogenado.


C

Em IRA hipercatabólica, a proteína não deve ser restringida com objetivo de evitar ou retardar TRR; a recomendação proteica deve considerar o catabolismo e a presença/ausência e modalidade de TRR.


D

A diretriz recomenda suplementação de glutamina como estratégia de preservação de massa muscular na IRA hipercatabólica.

 
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