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Um homem de 44 anos, hipertenso em tratamento farmacológico, relata consumo diário de seis doses de bebida alcoólica e questiona ao nutricionista se pode manter esse hábito, pois acredita que doses moderadas de álcool são cardioprotetoras. Além disso, consome três xícaras de café por dia e dois energéticos. Avaliando a situação com base na Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, qual das alternativas apresenta a orientação CORRETA para esse paciente?
O consumo de seis doses/dia é excessivo e deve ser reduzido; a redução do consumo em cerca de 50% nesse nível de ingestão está associada a diminuição de 5,5 mmHg na PAS e 4,0 mmHg na PAD; o consumo de três xícaras de café é aceitável, mas o energético deve ser controlado pelo alto teor de cafeína.
Doses moderadas de álcool (até duas doses/dia) promovem redução clinicamente significativa da PA e podem ser mantidas; acima de duas doses/dia o efeito é neutro sobre a pressão arterial em pacientes hipertensos.
O café deve ser completamente eliminado da dieta, pois qualquer quantidade de cafeína eleva cronicamente a PA em hipertensos; o álcool em até seis doses/dia é aceitável desde que seja vinho tinto, por seu efeito cardioprotetor.
A ingestão de álcool não altera a PA em indivíduos que consomem até seis doses/dia, sendo o limite de segurança estabelecido pela diretriz para hipertensos; o consumo habitual moderado de café não eleva a PA e é seguro em até quatro xícaras/dia.
Evidências recentes confirmam o efeito cardioprotetor do álcool em qualquer dose; a diretriz recomenda manter o consumo de até duas doses/dia para elevar o HDL-c e reduzir o risco cardiovascular, independentemente do nível pressórico.