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Paciente do sexo feminino, 56 anos, foi atendida em ambulatório de nutrição clínica, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 8 anos. Refere ganho ponderal progressivo e muita fadiga, apresentando um Índice de Massa Corporal 29,8 kg/m², circunferência abdominal aumentada e exames laboratoriais recentes com hemoglobina glicada (HbA1c) de 8,1%. Faz uso contínuo de metformina (medicamento antidiabético). Durante a avaliação nutricional, observa-se padrão alimentar hipercalórico, ingestão elevada de alimentos ultraprocessados e baixo consumo de fibras. A paciente relata tentativa prévia de dietas restritivas, sem manutenção da perda de peso.
Considerando a conduta nutricional mais adequada para essa situação clínica, é correto afirmar que é necessário
priorizar a restrição de carboidratos simples, sem necessidade de metas de perda de peso, pois o controle glicêmico independe da redução ponderal em pacientes com DM2.
estabelecer como objetivo inicial a perda de peso mínima de 5% do peso corporal, utilizar calorimetria indireta quando disponível para estimar o gasto energético e monitorar níveis de vitamina B12 devido ao uso crônico de metformina.
evitar redução calórica, pois a diminuição do tecido adiposo visceral pode aumentar a produção hepática de glicose e piorar o controle metabólico.
indicar suplementação de vitamina B12 na presença de sintomas neurológicos evidentes, sem necessidade de rastreamento laboratorial periódico.
desconsiderar a avaliação do gasto energético por calorimetria indireta, uma vez que fórmulas preditivas apresentam a mesma acurácia em todos os pacientes com DM2.