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Um paciente de 58 anos, diagnosticado com diabetes mellitus tipo 2 há oito anos, compareceu ao ambulatório de nutrição apresentando hemoglobina glicada de 9,1%, obesidade abdominal e hipertrigliceridemia. Durante a anamnese alimentar, constatou-se padrão alimentar caracterizado por elevada ingestão de carboidratos refinados, longos períodos de jejum diurno e consumo concentrado de grandes volumes alimentares no período noturno. O nutricionista propôs reorganização dietética baseada em fracionamento alimentar, controle da carga glicêmica e adequação quantitativa de macronutrientes. Considerando os fundamentos fisiopatológicos do diabetes mellitus tipo 2 e da dietoterapia aplicada ao controle glicêmico, a análise tecnicamente adequada estabelece que:
alimentos com baixo índice glicêmico produzem absorção intestinal mais lenta dos carboidratos, favorecendo maior estabilidade glicêmica pós-prandial.
o fracionamento alimentar possui relevância limitada no diabetes tipo 2, considerando que a resistência insulínica depende predominantemente de fatores genéticos.
dietas com elevada restrição de carboidratos simples reduzem a necessidade de monitoramento quantitativo da ingestão energética total diária em pacientes diabéticos.
o controle glicêmico no diabetes mellitus tipo 2 depende prioritariamente da exclusão integral dos carboidratos da alimentação habitual do paciente.
a substituição de carboidratos refinados por lipídios saturados favorece redução compensatória da resistência insulínica periférica em indivíduos obesos.