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O consumo de produtos alimentícios ultraprocessados aumentou nas últimas décadas e está gerando preocupação sobre os potenciais efeitos adversos à saúde. Schnabel et al. conduziram estudo com o objetivo de avaliar a associação entre o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados e quatro distúrbios gastrointestinais funcionais: síndrome do intestino irritável, constipação, diarréia e dispepsia funcionais, em adultos franceses (LAURE SCHNABEL, M. P. H. et al. Association Between Ultra- Processed Food Consumption and Functional Gastrointestinal Disorders: Results From the French NutriNet-Santé Cohort, Am J Gastroenterol, 2018). Sobre seus achados é INCORRETO afirmar que:
O consumo de produtos alimentícios ultraprocessados foi associado com a idade mais jovem, viver sozinho, menor renda, maior IMC e menor nível de atividade física.
Entre os distúrbios gastrointestinais funcionais mais frequentes entre a amostra estudada estiveram: a síndrome do intestino irritável, seguido de constipação, dispepsia e diarreia funcionais.
Após ajuste para os possíveis fatores de confusão, a associação entre o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados e o risco do desenvolvimento dos distúrbios gastrointestinais funcionais deixou de existir.
Este estudo sugere uma associação entre o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados e a síndrome do intestino irritável.
Os autores apontam que estudos longitudinais são necessários para confirmar a associação entre o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados e a síndrome do intestino irritável e para compreender o impacto relativo da composição nutricional e das demais características dos produtos alimentícios ultraprocessados nessa relação.