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Relativo às possíveis limitações consideradas por Schnabel et al. em seu estudo: LAURE SCHNABEL, M. P. H. et al. Association Between Ultra-Processed Food Consumption and Functional Gastrointestinal Disorders: Results From the French NutriNet-Santé Cohort, Am J Gastroenterol, 2018, podemos AFIRMAR que:
O viés da classificação dos alimentos pelo grau de processamento pode ter levado a uma subestimação da associação entre o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados e os distúrbios gastrointestinais funcionais.
A população do estudo foi predominantemente composta por mulheres, que geralmente endossam comportamentos nutricionais mais saudáveis do que os homens. Assim, é possível supor que o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados encontrado na população do estudo pode ser menor que o da população francesa em geral.
Apesar dos devidos cuidados para controlar os possíveis vieses relativos à autodeclaração de diagnóstico dos distúrbios gastrointestinais funcionais e à avaliação do consumo de produtos alimentícios ultraprocessados, a associação causal entre as varíaveis de interesse não pode ser confirmada em função do desenho transversal do estudo.
Apesar dos modelos de regressão multivariada terem sido ajustados pelos possiveis fatores de confusão, não se pode excluir a hipótese de confundimento residual devido ao desenho do estudo.
Todas as alternativas anteriores estão corretas.