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Em relação a problemática do consumo de produtos alimentícios ultraprocessados nos países desenvolvidos e em desenvolvimento e suas implicações sobre a obesidade e doenças associadas, conforme apontado pelo relatório da Organização Panamericana da Saúde (PAHO) e Organização Mundial da Saúde (OMS) (Ultra-processed food and drink products in Latin America: Trends, impact on obesity, policy implications. PAHO/OMS. Washington, DC: PAHO, 2015) é INCORRETO afirmar que:
Os alimentos e bebidas ultraprocessados tem baixa qualidade nutricional, com alta densidade energética e altos teores de gordura, açúcar e sal.
Os alimentos e bebidas ultraprocessados apresentam baixos teores de fibra dietética, proteína, micronutrientes e outros compostos bioativos.
Os alimentos e bebidas ultraprocessados tem em sua composição diversos aditivos, comprovadamente, seguros e inócuos, que tem entre outras funções a de aumentar a vida de prateleira desses produtos.
Os alimentos e bebidas ultraprocessados são hiperpalatáveis e podem distorcer mecanismos no sistema digestivo e no cérebro que sinalizam a saciedade e controlam o apetite, causando descontrole na ingestão alimentar.
A indústria alimentos destina considerável parte do seu orçamento para publicidade e promoção dos alimentos e bebidas ultraprocessados, cujas estratégias são frequentemente associadas a imagens sedutoras que visam aumentar o desejo pelo seu consumo e diminuem a capacidade de praticar escolhas racionais e saudáveis, sendo particularmente eficazes quando direcionadas à crianças e adolescentes, repercutindo no aumento da incidência de obesidade e manifestações precoces das alterações metabólicas decorrentes.