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J.R.S.S, sexo masculino, 47anos, viúvo, mecânico, estudou até a 6ª série do Ensino Fundamental. Foi admitido no Hospital com diagnóstico de IRC. A queixa principal foi alteração na cor da urina. Paciente refere que, há cerca de 8 meses, vem apresentando dor lombar e poliartralgia; fez uso de anti-inflamatórios, com melhora do quadro. Evoluiu com anemia severa, hematúria macroscópica e proteinúria; recebeu 3 bolsas de hemácias, evoluindo com deterioração da função renal e hiperpotassemia. Faz uso dos seguintes medicamentos: Dipirona, Prednisona, Omeprazol e Plasil. Peso Atual: 52,10kg; Peso Usual: 65,0 kg Altura: 1,67 PCT 9mm, CB 22cm; Hemoglobina(mg/l)7,0; Hematócrito 21,0% Pressão Arterial 170/110mmHg, diurese 900ml/24h. Após análise da situação hipotética acima, assinale a opção CORRETA.
O gasto energético de repouso de pacientes renais pode apresentar-se aumentado em função das comorbidades associadas, como: inflamação, diabetes ou hiperparatireoidismo secundário e ainda pela energia despendida para a execução de atividade física.
O estado nutricional debilitado do paciente tem suporte na toxidade urêmica, responsável por transtornos digestivos como náuseas vômitos, o marcado hipercatabolismo proteico, o uso crônico de medicamentos.
A acidose metabólica e a resistência à insulina estimulam a degradação proteica; sendo a última condição responsável pelo aumento da atividade da enzima desidrogenase alfacetoácido de cadeia ramificada, a qual aumenta a degradação de aminoácidos valina, leucina e isoleucina.
A hipertrigliceridemia comum em pacientes renais decorre da redução da atividade da enzima lipase lipoproteíca e impõe a necessidade de controlar a cota lipídica na dieta dos pacientes, recomendando-se de 2 a 2,5 g/lipídio/kg por dia.
A hiperglicemia do doente renal associa-se aos efeitos da toxidade urêmica, acidose metabólica, inflamação subclínica, hipercortisolemia, além da deficiência de eritropoietina, sendo assim impõem-se a necessidade de restringir a cota glicídica na dieta do paciente renal.