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Questões de Concurso sobre Avaliação Dietética e Determinação de Necessidades Energéticas

 
 
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O total de energia necessário para os seres vivos, ou o gasto energético diário (GED) compreende o dispêndio energético basal (GEB), necessário para a realização das funções vitais do organismo; o gasto energético da atividade física (GEAF), que engloba as atividades físicas do cotidiano e o exercício físico; e o efeito térmico dos alimentos (ETA), relacionado com a digestão, a absorção e o metabolismo dos alimentos. Em indivíduos saudáveis:


A

o GEB corresponde aproximadamente a 60% a 70% do gasto diário, o ETA entre 5% e 15% e o GEAF de 15% a 30%, sendo este último o componente que mais varia entre os indivíduos.


B

o GEB corresponde aproximadamente a 40% a 50% do gasto diário, o ETA entre 20% e 25% e o GEAF de 30% a 40%, sendo este último o componente que mais varia entre os indivíduos.


C

o GEB corresponde aproximadamente a 70% a 80% do gasto diário, o ETA entre 15% a 20% e o GEAF de 5% a 10%, sendo este último o componente que mais varia entre os indivíduos.


D

o GEB corresponde aproximadamente a 50% a 60% do gasto diário, o ETA entre 25% e 30% e o GEAF de 10% a 20%, sendo este último o componente que mais varia entre os indivíduos.


E

o GEB corresponde aproximadamente a 30% a 40% do gasto diário, o ETA entre 10% e 15% e o GEAF de 45% a 60%, sendo este último o componente que mais varia entre os indivíduos.

Durante a gestação, a recomendação de suplementação de ácido fólico no período periconcepcional tem como objetivo principal a prevenção de:


A

Anemia ferropriva materna.


B

Defeitos de fechamento do tubo neural no feto.


C

Restrição do crescimento intrauterino.


D

Diabetes mellitus gestacional.

Na população de crianças e adolescentes, a comparação entre os índices antropométricos e os percentis ou desvio padrão das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) permite a classificação do estado nutricional e melhor acompanhamento do crescimento. Assinale a alternativa que contém os índices antropométricos que podem ser utilizados tanto para crianças quanto para adolescentes na faixa etária de 5 a 19 anos.


A

Peso para estatura e peso para idade.


B

Perímetro cefálico e peso para idade.


C

IMC para idade e estatura para idade.


D

Peso para estatura e perímetro cefálico.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre triagem de risco nutricional.


( ) Os diferentes instrumentos de triagem nutricional devem avaliar tanto o risco nutricional como o estado nutricional.

( ) Mini Nutritional Assessment (MNA) – Miniavaliação Nutricional (MAN®) foi desenvolvida para a avaliação do estado nutricional de idosos. A soma dos escores da MAN® permite identificar os pacientes idosos com estado nutricional adequado, com risco nutricional ou com desnutrição.

( ) Nutritional Risk Screening (NRS® 2002) Triagem de Risco Nutricional foi desenvolvida para a avaliação do estado nutricional de adultos especificamente e identifica tanto a desnutrição como o risco nutricional.

( ) Subjective Global Assessment – Avaliação Subjetiva Global (SGA®) foi desenvolvida para identificar tanto a desnutrição como o risco nutricional. Além disso, o instrumento classifica a desnutrição em moderada ou grave.

( ) A triagem nutricional deve ser um procedimento rápido, executado pela equipe multidisciplinar de saúde, previamente treinada. Também pode ser aplicada pelo paciente (autoaplicada) ou por seus familiares para identificar o risco nutricional do paciente.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é


A

V, V, V, F, F.


B

V, F, V, F, V.


C

V, V, F, V, F.


D

F, F, V, F, V.


E

F, V, F, V, V.

Considerando a avaliação subjetiva da massa adiposa e muscular, os aspectos da pele, cabelos e unhas (identificação de sinais específicos da deficiência de nutrientes), e que o exame físico permite a detecção de distúrbios nutricionais relacionados a deficiências vitamínicas, minerais e de macronutrientes, é incorreto afirmar:


A

Só exames laboratoriais podem detectar falta de micronutrientes.


B

Observar lábios, glândulas, gengivas e olhos ajuda a completar o diagnóstico.


C

Em uma população carente, a avaliação subjetiva é uma ferramenta indispensável para o diagnóstico.


D

Face, língua e dentes também são órgãos a serem avaliados.

Outro parâmetro que poderá ser utilizado para adultos na Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN, com objetivo de complementar o diagnóstico nutricional, é a circunferência da cintura. Seu objetivo é:


A

Mensurar a quantidade de gordura corporal e o padrão de distribuição do tecido adiposo que tem relação direta com o risco de morbi-mortalidade.


B

Mensurar a massa magra e o padrão de distribuição do tecido adiposo que tem relação direta com o risco de morbi-mortalidade.


C

Avaliar a localização da gordura corporal e o padrão de distribuição do tecido adiposo que tem relação direta com o risco de morbi-mortalidade.


D

Avaliar a localização da gordura corporal e o padrão de distribuição do tecido muscular que tem relação direta com o risco de morbi-mortalidade.


E

Avaliar a localização da massa magra e o padrão de distribuição do tecido muscular que tem relação direta com o risco de morbi-mortalidade.

A avaliação do estado nutricional tem como objetivo identificar indivíduos que necessitem de suporte nutricional.


C
Certo

E
Errado

A avaliação sistemática do consumo alimentar individual ou coletivo consiste em uma ação de vigilância em saúde, medida importante para nortear o cuidado em saúde na população. Existem diversos métodos de avaliação do consumo alimentar, os quais apresentam vantagens e limitações que precisam ser consideradas no momento da aplicação.


Sobre os métodos e instrumentos utilizados para conhecer o padrão de consumo alimentar, marque a opção correta


A

O registro alimentar consiste na anotação diária familiar das quantidades de todos os alimentos e bebidas consumidos durante o dia, com exceção do final de semana, por ser período atípico, o que poderia comprometer a análise final.


B

O Questionário de Frequência do Consumo Alimentar é um método comumente utilizado para verificar a associação entre dieta e doença e a sua avaliação permite uma avaliação quantitativa prospectiva da ingestão alimentar.


C

Os formulários de avaliação de marcadores de consumo alimentar adotados atualmente pelo Ministério da Saúde na Atenção Básica em Saúde consideram os alimentos consumidos no dia anterior e são diferenciados por período de vida.


D

A História Alimentar permite estimar a ingestão por meses ou anos e é bastante utilizada em pesquisas populacionais pelo baixo custo e pelo curto tempo demandado para obtenção e análise dos dados.


E

A pirâmide alimentar é uma representação gráfica recomendada pelo Ministério da Saúde para auxiliar a utilização do método recordatório de 24h entre pessoas que apresentam limitação de memória.

Uma nutricionista atendeu paciente idoso com exames neurológicos e hemograma encaminhados pelo geriatra sem alterações. As queixas do paciente eram fadiga e fraqueza nos membros inferiores. Na anamnese, a nutricionista constatou baixo consumo de vísceras, carnes, leite e derivados. No encaminhamento médico, o geriatra solicitou à nutricionista a prescrição de dieta rica em vitamina B12, uma vez que, em idosos, é comum a


A

xerostomia, que aumenta a liberação da vitamina B12 de proteínas alimentares no estômago.


B

constipação, que diminui a hidrólise da vitamina B12 de proteínas alimentares no íleo.


C

gastrite, que aumenta a liberação da vitamina B12 de proteínas alimentares no íleo.


D

acloridria, que diminui a liberação da vitamina B12 de proteínas alimentares no estômago.

J.R.S.S, sexo masculino, 47anos, viúvo, mecânico, estudou até a 6ª série do Ensino Fundamental. Foi admitido no Hospital com diagnóstico de IRC. A queixa principal foi alteração na cor da urina. Paciente refere que, há cerca de 8 meses, vem apresentando dor lombar e poliartralgia; fez uso de anti-inflamatórios, com melhora do quadro. Evoluiu com anemia severa, hematúria macroscópica e proteinúria; recebeu 3 bolsas de hemácias, evoluindo com deterioração da função renal e hiperpotassemia. Faz uso dos seguintes medicamentos: Dipirona, Prednisona, Omeprazol e Plasil. Peso Atual: 52,10kg; Peso Usual: 65,0 kg Altura: 1,67 PCT 9mm, CB 22cm; Hemoglobina(mg/l)7,0; Hematócrito 21,0% Pressão Arterial 170/110mmHg, diurese 900ml/24h. Após análise da situação hipotética acima, assinale a opção CORRETA.


A

O gasto energético de repouso de pacientes renais pode apresentar-se aumentado em função das comorbidades associadas, como: inflamação, diabetes ou hiperparatireoidismo secundário e ainda pela energia despendida para a execução de atividade física.


B

O estado nutricional debilitado do paciente tem suporte na toxidade urêmica, responsável por transtornos digestivos como náuseas vômitos, o marcado hipercatabolismo proteico, o uso crônico de medicamentos.


C

A acidose metabólica e a resistência à insulina estimulam a degradação proteica; sendo a última condição responsável pelo aumento da atividade da enzima desidrogenase alfacetoácido de cadeia ramificada, a qual aumenta a degradação de aminoácidos valina, leucina e isoleucina.


D

A hipertrigliceridemia comum em pacientes renais decorre da redução da atividade da enzima lipase lipoproteíca e impõe a necessidade de controlar a cota lipídica na dieta dos pacientes, recomendando-se de 2 a 2,5 g/lipídio/kg por dia.


E

A hiperglicemia do doente renal associa-se aos efeitos da toxidade urêmica, acidose metabólica, inflamação subclínica, hipercortisolemia, além da deficiência de eritropoietina, sendo assim impõem-se a necessidade de restringir a cota glicídica na dieta do paciente renal.

Analise o caso clínico a seguir: Indivíduo do sexo masculino, 42 anos de idade, atendido no ambulatório de nutrição com diagnóstico de hipertensão arterial e dislipidemia (triglicérides = 210 mg/dL e LDL-c ≥ 160 mg/dL). Os dados disponíveis são: peso atual de 80 Kg, altura de 1,70 m, glicemia de jejum de 110 mg/dl.

Com base nos dados disponíveis em relação à avaliação nutricional e instituição de conduta dietoterápica não se pode afirmar que


A

o diagnóstico nutricional do paciente é sobrepeso e ele deve ser orientado em relação à perda de 5 a 10% do peso atual.


B

o paciente deve ser orientado a substituir parcialmente em sua dieta os alimentos ricos em ácidos graxos saturados por alimentos ricos em ácidos graxos insaturados.


C

o paciente deve ser encorajado ao consumo diário de uma a duas porções de alimentos fonte de proteína de soja, totalizando 15 a 30 g de proteína dessa fonte por dia.


D

o paciente deve ser orientado a consumir alimentos ricos em fibras, tais como cereais integrais, aveia e vegetais folhosos de modo a atender a recomendação mínima de 20 g/dia, para prevenção de doença cardiovascular.

Um homem obeso, de 57 anos de idade, portador de diabetes tipo 02 e hipertensão arterial sistêmica, foi atendido no ambulatório da unidade básica de saúde do seu bairro, com a sua pressão arterial em 160x100mmHg. Foram solicitados alguns exames, cujos resultados apresentaram glicemia de jejum de 170mg/dL e colesterol total de 350mg/dL. Considerando as condições de saúde desse indivíduo e os resultados de seus exames laboratoriais, a dieta recomendada deve ser:


A

Hipocolesterolêmica, hipoproteica e normocalórica.


B

Hipocolesterolêmica, hipocalêmica e hipercalórica.


C

Hipocolesterolêmica, hipossódica e normolipídica.


D

Hipossódica, hipolipídica e hipercalórica.


E

Hiperproteica, hipocalêmica e hipocalórica.

Leia o relato do caso a seguir.

Paciente J.F.D., de trinta anos, encontra-se em estado crítico, internado há quatro dias em unidade de terapia intensiva, com obesidade grau 2 e em terapia renal substitutiva contínua.

Nesse caso, qual a indicação de calorias e proteínas, por peso ideal, para esse paciente?


A

15- 20 kcal/kg, 1,0-1,2 g/kg.


B

15-20 kcal/kg, 1,2-1,5 g/kg.


C

20-30 kcal/kg, 1,5- 2,0 g/kg.


D

25-30 kcal/kg, 2,0- 2,5 g/kg.

Ao longo do tratamento da doença oncológica, devido ao elevado estresse metabólico e oxidativo, muitos pacientes evoluem para um quadro crítico, necessitando de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Acerca da avaliação nutricional e terapia nutricional em pacientes oncológicos adultos críticos, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:

( ) Recomenda-se a utilização das seguintes ferramentas de triagem e avaliação nutricional: Nutritional Risk Screening (NRS 2002), Avaliação Subjetiva Global (ASG), ASG-PPP e Índice de Prognóstico Nutricional (IPN).

( ) Para alguns pacientes com trato digestório parcialmente funcionante, a nutrição enteral trófica (de 10 a 20 ml/h) está indicada para manter a integridade da mucosa intestinal, evitando a translocação bacteriana. A maior oferta de nutrientes será via parenteral.

( ) Considerando a Terapia Nutricional Enteral (TNE), fórmulas imunomoduladoras com arginina, ômega-3 e glutamina não devem ser utilizadas rotineiramente em pacientes oncológicos críticos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


A

V – F – F.


B

V – V – V.


C

F – V – F.


D

F – F – V.


E

V – V – F.

Estomatite angular, queilose, edema de língua, hipertrofia das papilas fungiformes caracterizam a deficiência de:


A

Riboflavina.


B

Ácido ascórbico.


C

Tiamina.


D

Flúor.

Grandes avanços têm sido obtidos no campo da avaliação dietética de indivíduos e coletividades. O nutricionista, na etapa de avaliação nutricional também avalia o consumo alimentar do paciente. Dentre as ferramentas para investigação da alimentação, o método considerado o mais prático e informativo de avaliação da ingestão dietética, e fundamentalmente, importante em estudos epidemiológicos que relacionam a dieta com a ocorrência de doenças crônicas não-transmissíveis é denominado


A

recordatório de 24 horas.


B

história alimentar.


C

questionário de frequência alimentar.


D

registro alimentar de 3 dias.

O conhecimento profundo dos fatores e conceitos que interferem na avaliação da ingestão alimentar é o ponto de partida para o entendimento da prática alimentar do paciente. Nesse universo, algumas definições são essenciais para a escolha do método para avaliar a dieta do cliente/paciente. Entre essas definições, encontram-se as de dieta habitual e dieta atual.

Entende-se por "dieta habitual" a média


A

da ingestão alimentar em curto período de tempo corrente.


B

do consumo alimentar em um período de tempo determinado (meses/ano).


C

da ingestão alimentar do mês em que ocorreu a consulta ao nutricionista.


D

do consumo alimentar do paciente desde a infância.

Flávia, nutricionista de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), recebe, em seu consultório, paciente para avaliação e orientação nutricionais. Para analisar o consumo alimentar e fazer o plano alimentar do paciente, ela deverá utilizar, respectivamente, os valores de


A

AI, que representam as necessidades da população, e os de UL, que representam os limites toleráveis de ingestão.


B

EAR, que atendem a 50% das necessidades dos indivíduos, e os de RDA, que atendem a cerca de 97 a 98% das necessidades dos indivíduos.


C

AI, que representam as necessidades individuais, e os de UL, que representam os limites seguros de ingestão.


D

EAR, que representam as necessidades de 50% da população, e os de RDA, que representam as necessidades de 97 a 98% da população.

Indivíduo, sexo feminino, 25 anos, estudante em tempo integral, procura nutricionista para avaliação e tratamento nutricional. Na avaliação antropométrica apresentou massa corporal de 81,9kg (acima do percentil 95); estatura de 1,57m, perímetro da cintura de 110cm. Exames laboratoriais normais. A prescrição dietética para essa paciente, para o valor energético total (VET) e percentual de macronutrientes energéticos, em relação ao VET, é de:


A

2500 kcal, proteínas 30% do VET, carboidratos 45% do VET e lipídios 25% do VET.


B

2000 kcal, proteínas 22% do VET, carboidratos 48% do VET e lipídios 30% do VET.


C

1700 kcal, proteínas 25% do VET, carboidratos 60% do VET e lipídios 15% do VET.


D

1800 kcal, proteínas 15% do VET, carboidratos 60% do VET e lipídios 25% do VET.

A avaliação subjetiva global, conforme padronização por Detsky e colaboradores, consta de questões simples sobre a história clínica e exame físico do avaliado. Na história clínica do paciente, os principais elementos a serem investigados são:


A

ingestão alimentar, perda de peso, presença de liquido no espaço extravascular e demanda metabólica.


B

perda de peso, presença de sintomas gastrointestinais, perda de gordura subcutânea e capacidade funcional.


C

presença de sintomas gastrointestinais, histórico familiar, peso habitual e demanda metabólica.


D

perda de peso recente, ingestão alimentar atual em relação ao usual, presença de sintomas gastrointestinais, capacidade funcional e demanda metabólica de acordo com o diagnóstico.

 
 
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