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Segundo o Guia para o Manejo de Lesões Traumáticas Dentárias, desenvolvido em 2007 por especialistas de vários países pertencentes à Associação Internacional de Traumatologia Dental, podemos afirmar que:
Na fratura em esmalte ou na fratura em esmalte e dentina, sem comprometimento pulpar, o elemento fraturado deve ser armazenado em soro fisiológico para colagem (técnica de baixo custo e de resultados estéticos satisfatórios) ou também pode ser feita a restauração convencional. É necessário o tratamento endodôntico radical pelo risco de necrose pulpar
Fratura coronária dental envolvendo esmalte, dentina e polpa, o atendimento de urgência deve ocorrer em até três horas após o trauma, com intervenções menos invasivas e melhor prognóstico. Se houver fragmentos, o elemento fraturado deve ser armazenado em soro fisiológico para colagem (técnica de baixo custo e de resultados estéticos satisfatórios) ou também pode ser feita a restauração convencional. É necessário o tratamento endodôntico radical pelo risco de necrose pulpar.
Fratura de coroa e raiz envolvendo esmalte, dentina, cemento e polpa, no sentido horizontal com presença de mobilidade, pode-se manter o elemento radicular por meio de técnicas de reposicionamento dental. É necessário o tratamento endodôntico radical pelo risco de necrose pulpar. O rápido atendimento após o trauma oferece melhor prognóstico.
Fratura de coroa e raiz envolvendo esmalte, dentina, cemento e polpa, no sentido axial com presença de mobilidade, se houver fragmentos, o elemento fraturado deve ser armazenado em soro fisiológico para colagem (técnica de baixo custo e de resultados estéticos satisfatórios) ou também pode ser feita a restauração convencional.
Fratura envolvendo a parede óssea do alvéolo envolvendo ou não o elemento dental deve-se fazer o reposicionamento do fragmento e contenção rígida ou semirrígida por quatro semanas. O reposicionamento tem alto índice de sucesso, não sendo necessário o acompanhamento odontológico posterior.