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Em um paciente de 27 anos de idade, que solicitava a remoção do dente 48 foi observado um quadro inusitado. Durante anestesia do nervo alveolar inferior, o paciente passou a relatar queixas de inchaço nos olhos, urticária em todo o corpo e dificuldade de respirar. Neste caso, assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico e a conduta que o profissional deve realizar diante do exposto.
Alergia à solução anestésica. Suspender a aplicação do anestésico e administrar corticoide ao paciente.
Crise hipertensiva. Suspender a aplicação do anestésico e administrar um betabloqueador ao paciente.
Superdosagem do anestésico. Suspender a aplicação do anestésico e monitorar o paciente.
Crise de Hiperventilação. Solicitar ao paciente para respirar dentro de um saco para elevar a concentração de CO2.
Paciente, sexo feminino, 20 anos, sem alterações sistêmicas dignas de nota, foi submetida a um bloqueio do nervo alveolar inferior para realização de uma restauração em resina composta, do primeiro molar inferior direito. Duas semanas após a realização do procedimento, a paciente retornou ao consultório relatando que a anestesia persistia. Sobre a parestesia, ou anestesia persistente, assinale a afirmativa correta.
Quando o nervo lingual é envolvido, não há possibilidade da perda do paladar.
O corte das fibras nervosas pela agulha é o principal mecanismo para o desenvolvimento do quadro.
A hemorragia dentro ou a redor da bainha neural e o edema após procedimento cirúrgico são causas da parestesia.
Trata-se de uma complicação que pode ser geralmente evitável, quando se emprega a técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior corretamente.
O paciente refere sintomas compatíveis com parestesia, cuja etiologia está associada a alguns fatores, como:
I. Injeção rápida da solução anestésica.
II. Uso da solução anestésica articaína a 4% com epinefrina a 1:100.000.
III. Uso de anestésico com vasoconstritor fenilefrina a 1:2.500 em quantidade superior a 4 tubetes.
IV. Hemorragia ao redor da bainha de mielina provocada pelo procedimento anestésico.
V. Trauma provocado pelo bisel da agulha forçado de encontro ao osso durante o procedimento anestésico.
Está correto o que se afirma APENAS em
I, III e V.
II, IV e V.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, III e V.
A aplicação do anestésico lidocaína a 2% com epinefrina a 1:100.000 foi efetuada em paciente com 25 anos de idade, sexo masculino, para a realização de cirurgia para extração do dente 18, que se apresentava incluso. Ao final do procedimento cirúrgico, foi administrado ao paciente 1 comprimido de Ibuprofeno, 600 mg. Após alguns minutos, o paciente relatou “ter de fazer algum esforço para respirar”, observando-se chiados respiratórios. A frequência cardíaca não sofreu alteração. O quadro clínico é compatível com o diagnóstico de
choque anafilático decorrente da reação ao sal anestésico.
crise aguda de asma decorrente de reação ao corticosteroide.
hiperventilação decorrente de uma crise de ansiedade.
broncoespasmo decorrente de reação ao anti-inflamatório não esteroide.
edema pulmonar decorrente de reação ao vasoconstritor do anestésico.
“As doses máximas dos sais anestésicos são recomendadas em função da toxicidade dos anestésicos sobre o sistema nervoso central (SNC) e em doses maiores sobre o sistema cardiovascular (SCV)”.
Todas as alternativas abaixo apresentam sinais de superdosagem que podem aparecer após o uso de anestésicos locais, exceto:
Parestesia da região perioral.
Tremor.
Fala “arrastada”.
Trombose.
Convulsão.
Uma das possíveis complicações pós-bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior é a parestesia.
De acordo com a literatura, os sais anestésicos com maior frequência reportada de parestesia pós-anestesia do nervo alveolar inferior são:
mepivacaína e epinefrina;
lidocaína e prilocaína;
articaína e corbadrina;
felipressina e levanordefrina;
articaína e prilocaína.
A hipertermia maligna (HM) é uma desordem farmacológica na qual uma variante genética no indivíduo altera a resposta dessa pessoa a algumas substâncias.
Sobre essa condição, assinale a afirmativa correta.
As manifestações clínicas agudas da HM incluem bradicardia, taquipneia, pressão arterial instável, cianose, acidose respiratória e metabólica, febre.
A síndrome é transmitida geneticamente por um gene autossômico recessivo.
Duas drogas foram associadas à maior prevalência de casos de HM: succinilcolina, um relaxante muscular esquelético (60% de todos os casos) e o anestésico por inalação halotano (40%).
É uma doença precipitada por certos agentes anestésicos que pode causar rigidez muscular e morte.
Os dois anestésicos locais (tipo amida) mais comumente utilizados, lidocaína e prilocaína, haviam sido administrados juntamente com outros agentes potencialmente deflagradores, nos casos em que a HM se desenvolveu.
Sobre as complicações derivadas do uso de anestesia local em clínica odontológica, é CORRETO afirmar:
Hematoma é a efusão sanguínea nos tecidos, resultante da ruptura de vasos, que resulta em pigmentação vermelha ou arroxeada na mucosa. Recomenda-se compressa morna no local por 24 horas (na forma de bochechos).
A úlcera traumática é a mais rara intercorrência anestésica em odontopediatria. Consiste na mordedura de tecidos moles insensíveis (lábio inferior, língua ou bochecha).
O trismo consiste na dificuldade de abrir a boca, cuja causa mais comum é o trauma no músculo. Recomenda-se, como conduta, realizar compressas mornas nas primeiras 48 horas, prescrever analgésicos por, no mínimo, três dias e prescrever antibiótico se houver infecção.
A parestesia é a perda prolongada da sensibilidade na região de abrangência do nervo anestesiado, devido à hemorragia na bainha do nervo. Os agentes mais associados à parestesia são a prilocaína e a articaína. Na maioria dos casos, necessita-se de correção cirúrgica.
A paralisia facial é uma reação permanente que ocorre quando a solução anestésica é injetada profundamente no espaço pterigomandibular e atinge o nervo facial. Observa-se relaxamento dos músculos da face. Não é necessário tratamento, apenas acompanhamento.
Conforme Malamed (2013), a parestesia ou anestesia persistente é uma complicação perturbadora, ainda que muitas vezes imprevisível, da administração de anestesia local. A resposta clínica do paciente a isso pode ser profusa e variada, incluindo sensações de adormecimento, inchaço, formigamento e prurido. Podem-se observar mordedura de língua, salivação, perda do paladar e impossibilidade de falar. São causas para a ocorrência de parestesia, EXCETO:
A injeção de uma solução de anestesia local contaminada por álcool.
Trauma na bainha do nervo produzido pela agulha durante a injeção.
A necrose na bainha do nervo ou ao redor dela.
A inserção de uma agulha em um forame, causando lesão no nervo.
A solução anestésica local por si pode contribuir para o desenvolvimento de parestesia após a injeção de anestesia local.
Paciente com 22 anos de idade, sexo feminino, tem indicação para extração do dente 46. A paciente não refere doenças crônicas na anamnese. A anestesia por bloqueio regional utilizando um tubete de prilocaína a 3% com felipressina a 0,03 UI/mL foi iniciada e, durante procedimento anestésico, a paciente passou a apresentar tremor nas mãos. O profissional interrompeu o procedimento e observou quadro clínico compatível com a sobredosagem do sal anestésico por injeção intravascular acidental.
A conduta do cirurgião-dentista consiste em
colocar a paciente em posição sentada.
afrouxar as roupas da paciente e afastar objetos perfurocortantes.
posicionar a paciente em decúbito dorsal.
encaminhar a paciente ao médico.
solicitar socorro de urgência.
Os anestésicos locais têm ação direta no miocárdio e na vasculatura periférica, modificando os eventos eletrofisiológicos que ocorrem no miocárdio de maneira semelhante às suas ações nos nervos periféricos. Entretanto, em geral, o sistema cardiovascular parece ser mais resistente aos efeitos de substâncias anestésicas locais do que o SNC. Assinale a alternativa que contém um dos sinais apresentados em função de superdosagem mínima de anestésicos locais, considerando os efeitos cardiovasculares e no SNC de níveis sanguíneos elevados de anestésicos locais.
Queda na pressão arterial.
Queda na frequência cardíaca.
Queda na frequência cardíaca.
Logorreia.
Depressão generalizada do sistema nervoso central.
A metemoglobinemia é uma condição na qual há o desenvolvimento de um estado semelhante à cianose na ausência de anormalidades cardíacas ou respiratórias.
Sobre metemoglobinemia, é correto afirmar que
o anestésico local que quando utilizado em alta quantidade, pode acarretar em metemoglobinemia é a mepivacaína.
o parabeno está presente na molécula de prilocaína. Quando a droga é biotransformada torna-se metil-parabeno, um composto capaz de oxidar o ferro ferroso em ferro férrico e de bloquear as vias da metemoglobina redutase.
os níveis sanguíneos máximos de metemoglobina ocorrem cerca de 1 a 2 horas após a administração da droga.
os níveis sanguíneos máximos de metemoglobina após a administração da droga persistem por 08 a 10 horas.
o tratamento definitivo dessa situação exige a administração IV lenta de azul de metileno a 1%.
Mulher, 68 anos, com história de hipertensão, apresentou-se ao serviço odontológico com dor espontânea referida ao terceiro molar inferior esquerdo. Ao exame radiográfico foi observado que o dente em questão se apresentava totalmente irrompido e com cárie extensa. Após uma criteriosa avaliação, um diagnóstico de pulpite irreversível associada ao dente 38 foi definido. Na anamnese, a paciente relatou que tomava diariamente um anti-hipertensivo da classe dos antagonistas dos receptores da angiotensina; porém, havia esquecido de tomar tal medicação no dia da referida consulta de urgência odontológica. Outras informações clínicas não foram dignas de nota. O tratamento proposto foi a exodontia do dente responsável pela dor com a utilização de uma solução de prilocaína 3% com felipressina (dois tubetes). Diante do quadro hipotético apresentado, qual o limite máximo da pressão arterial verificada no momento da consulta, para que a paciente possa se submeter ao tratamento preconizado, com um risco pequeno de resultado adverso?
< 120/80
≤ 140/90
< 140/100
< 160/100
< 180/110
Paciente apresentando queixas álgicas associadas ao dente 48 semi-incluso foi submetido a tratamento cirúrgico. Durante o procedimento, o profissional não conseguiu realizar uma boa anestesia sendo necessária a repetição da administração do anestésico local por várias vezes. De acordo com o fato relatado, qual fenômeno ocorreu durante a conduta do profissional, tendo em vista que sob o ponto de vista técnico o mesmo estava realizando a anestesia de forma correta?
Disestesia, já que a dor que o paciente referia teria na verdade uma origem neuropática.
Hipoalgesia, que reflete o aumento da sensibiliade da região inervada levando a desconforto doloroso.
Taquifilaxia, causando a diminuição da duração, intensidade e disseminação do anestésico com a repetição da infiltração.
Hipersensibilidade, já que o paciente mesmo estando anestesiado apresenta quadro de dor compatível com alteração de seu limiar de dor.
A metemoglobinemia tóxica ou adquirida ocorre após administração de altas doses de qual solução anestésica?
Lidocaína.
Prilocaína.
Articaína.
Mepivacaína.
As recomendações atuais para o manejo das reações anafiláticas com envolvimento do sistema respiratório e/ou cardiológico incluem o uso da epinefrina, na seguinte via de administração, concentração e dose, respectivamente:
Intramuscular (vasto lateral da coxa); 1.1000; máximo de 1 mL.
Subcutânea (deltoide); 1.1000; máximo de 2 mL.
Intramuscular (glúteo); 1.1000; máximo de 1 mL.
Intramuscular (vasto lateral da coxa); 1.1000; máximo de 2 mL.
Intramuscular (vasto lateral da coxa); 1.10.000; máximo de 1 mL.
A maioria das complicações da anestesia local na odontologia é passageira e reversível, mas, dependendo da gravidade, pode se tornar permanente. NÃO exibe relação direta com a ocorrência de parestesia:
Solução anestésica concentrada.
Hemorragia dentro ou ao redor da bainha de mielina.
Lesão ou irritação de fibras musculares por erro de técnica.
Lesão do nervo decorrente de técnica anestésica inadequada.
Considerando a anestesia local, a taquifilaxia pode ser entendida como o(a)
procedimento odontológico que ultrapassou a eficácia clínica do anestésico local e o paciente está sentindo dor.
potência e a duração do anestésico que aumentam.
anestésico que produz um bloqueio da condução em concentrações muito baixa.
aumento da tolerância a uma droga que é administrada repetidamente.
Paciente com 27 anos de idade, sexo masculino, busca atendimento odontológico para tratamento restaurador do dente 37. À anamnese, o paciente não refere doenças crônicas ou o uso de medicamentos de uso contínuo. A anestesia por bloqueio regional utilizando um tubete de prilocaína a 3% com felipressina a 0,03 UI/mL foi iniciada e, durante o procedimento anestésico, o paciente passou a apresentar tremor nas mãos. O profissional interrompeu o procedimento e observou que o paciente apresentava fala desconexa, enquanto relatava “tontura”, “zumbido no ouvido” e “visão sem foco”. O quadro clínico é compatível com a
sobredosagem do vasoconstritor por injeção intravascular acidental.
sobredosagem do sal anestésico por injeção intravascular acidental.
alergia ao bissulfito de sódio.
alergia a ésteres.
metemoglobinemia.
São consideradas reações adversas ao uso de anestésicos locais, principalmente quando aplicados diretamente no vaso sanguíneo, EXCETO:
Vasoconstricção local.
Toxicidade Sistêmica.
Hemorragia intracraniana, em pacientes suscetíveis.
Depressão do sistema nervoso central.
Aumento brusco da pressão arterial.