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Pela análise radiográfica, trata-se de um caso clássico de cisto periodontal apical, patologia presente em aproximadamente 40% das lesões periapicais.
Em uma radiografia panorâmica, observou-se a presença de lesão radiotransparente multilocular, com aspecto de favo de mel. Notou-se também expansão das corticais ósseas e reabsorção em plano das raízes dos dentes adjacentes ao tumor. O terceiro molar encontrava-se não irrompido e associado à lesão. Nessa situação, ainda que essas características radiográficas, particularmente a lesão multilocular típica, possam ser sugestivas de ameloblastoma, várias lesões odontogênicas poderiam apresentar aspectos radiográficos semelhantes, de modo que somente o exame anatomopatológico poderia confirmar o diagnóstico.
Uma imagem radiotransparente ao longo da porção lateral da raiz pode ter como diagnóstico diferencial: queratocisto, cisto radicular lateral e cisto periodontal lateral do desenvolvimento. O teste de vitalidade pulpar e a biópsia auxiliam no diagnóstico.
Um paciente do gênero masculino, de 65 anos, queixava-se de dor na mandíbula. O paciente era parcialmente desdentado e recentemente havia extraído um molar inferior. O local da extração permanecia sem cicatrização mesmo após 30 dias. O edema persistia e também a dor. Um exame radiográfico revelou múltiplas radiotransparências bem definidas. Uma antibioticoterapia foi prescrita e solicitado um hemograma. Nessa situação, o diagnóstico diferencial deve englobar, preferencialmente, osteomielite, linfoma de Burkitt (neoplasia maligna) e mieloma múltiplo (neoplasia benigna).
A geminação dentária é definida radiograficamente como um único dente aumentado, ou dente unido (duplo), em que a contagem do número de dentes é normal. A fusão é definida como um único dente aumentado, ou dente duplo, em que a contagem do número de dentes revela um dente ausente. A concrescência é a união de dois dentes adjacentes somente pelo cemento, sem confluência da dentina subjacente, diferentemente da fusão e da geminação.
Lesões radiotransparentes nos ápices dos incisivos centrais inferiores de uma mulher negra de 35 anos motivaram uma abordagem endodôntica e, posteriormente, cirúrgica (apicetomia). Os dentes estavam livres de cárie e não havia relato de trauma na região. Nessa situação, conclui-se que a conduta foi correta, pois certamente tratava-se de displasia cementária periapical.
Paciente do sexo feminino, 30 anos de idade, se apresentou com aumento de volume no corpo da mandíbula, região dos dentes 45, 46 e 47, assintomático e com evolução de aproximadamente 1 ano. Pelo exame clínico constatamos expansão óssea e deslocamento dos dentes 45 e 46 de suas posições normais. Através de radiografia panorâmica observamos uma imagem radiográfica multilocular onde as trabéculas ósseas se encontravam perpendicularmente umas às outras e em outras regiões com aspecto de bolha de sabão. Com base no quadro clínico, o diagnóstico é:
Ceratocisto e mixoma odontogênico
Odontoma composto e ameloblastoma
Mixoma odontogênico e ameloblastoma
Mixoma odontogênico e odontoma composto
Ameloblastoma e ceratocisto
Em uma radiografia panorâmica, observou-se uma área radiotransparente, ovalada, de limites nítidos, circunscrita, de borda esclerótica, abaixo do canal mandibular, na região posterior, entre a região de molares e o ângulo da mandíbula. Nessa situação, o diagnóstico mais provável seria de cisto de Stafne, e o paciente deveria ser submetido a biópsia excisional para a confirmação do diagnóstico.
A destruição dos dentes também pode ocorrer pela reabsorção, realizada pelas células localizadas na polpa dental — reabsorção interna — ou no ligamento periodontal — reabsorção externa. A reabsorção interna geralmente se apresenta como uma imagem radiotransparente, assimétrica, de limites imprecisos, na câmara pulpar ou no canal radicular. Uma das principais causas desse tipo de reabsorção é a clareação dentária.
O cisto radicular é originado da evolução de uma lesão periapical crônica, chamada de granuloma periapical, pela proliferação dos restos epiteliais odontogênicos — restos epiteliais de Malassez. Sua imagem radiográfica é de uma radiotransparência circular ou ovóide, associada ao ápice de um dente e contígua com sua lâmina dura. O diagnóstico diferencial deve incluir o granuloma periapical e um defeito cirúrgico cicatricial. A borda esclerótica ao seu redor é sinal patognomônico do cisto radicular.
No exame radiográfico, o abscesso periapical pode apresentar um espessamento do ligamento periodontal, uma radiotransparência mal definida ou ambos. Muitas vezes, alterações radiográficas apreciáveis podem não ser observadas.
Considere a seguinte situação.
Um paciente com 13 anos de idade apresenta lesão cariosa extensa em primeiro molar inferior. Radiograficamente, observam-se, na região periapical do molar, laminações radiopacas reacionais no osso.
Nessa situação, o aspecto radiográfico é sugestivo de periostite ossificante.
Considere a seguinte situação hipotética.
Uma paciente negra, adulta, apresenta imagens radiolúcidas na região apical de incisivos inferiores, que apresentam vitalidade. Esses dados sugerem displasia cementária periapical como diagnóstico.
Nessa situação, uma biópsia incisional é indicada para a confirmação microscópica e o posterior tratamento.
Em uma radiografia panorâmica de um adolescente, obs ervou-s e a pres ença de múltiplas lesões radiotransparentes, circunscritas, algumas com bordas escleróticas, outras, sem. O diagnóstico, após biópsia incisional, foi de queratocisto odontogênico. O paciente apresentava também base nasal alargada e hipertelorismo ocular. Nessa situação, seria correto diagnosticar esse paciente como portador da síndrome de Crouzon.
Conseguimos detectar bem, em uma radiografia interproximal, a:
cárie oclusal;
lesão periapical;
pulpite dentária;
doença periodontal;
cárie incipiente.
As imagens radiográficas do órgão dentário mostram-se na seguinte escala decrescente em grau de radiopacidade:
Esmalte; dentina e cemento; osso alveolar de suporte; lâmina dura e crista alveolar; câmara coronária e condutos radiculares; espaço periodontal.
Esmalte; osso alveolar de suporte; dentina e cemento; lâmina dura e crista alveolar; câmara coronária e condutos radiculares; espaço periodontal.
Esmalte; lâmina dura e crista alveolar; osso alveolar de suporte; dentina e cemento; câmara coronária e condutos radiculares; espaço periodontal.
Esmalte; dentina e cemento; osso alveolar de suporte; lâmina dura e crista alveolar; espaço periodontal; câmara coronária e condutos radiculares.
O fator que mais influi no contraste de uma radiografia é: