O modelo de análise bioética comumente utilizado e de grande aplicação na prática clínica na maioria dos países é o "principalista", introduzido por Beauchamp e Childress, (1989). Esses autores propõem quatro princípios bioéticos fundamentais: autonomia, beneficência, não maleficência e justiça.
Sobre o respeito à manifestação da autonomia no ambiente da saúde, é correto afirmar que
A
o contexto do adoecer não traz limites ao exercício pleno da vontade autônoma.
B
um dos obstáculos principais à incorporação do princípio de respeito à autonomia do paciente é a tradição médica baseada no princípio de justiça.
C
o princípio da autonomia enfatiza o papel que o profissional de saúde deve adotar na tomada de decisões com respeito aos cuidados de saúde do usuário.
D
o princípio da autonomia deve ser exercido pelo profissional de saúde no tratamento de crianças e em pacientes intelectualmente deficientes e no caso de crianças.
E
o princípio da autonomia requer que os indivíduos capacitados de deliberarem sobre suas escolhas pessoais, devam ser tratados com respeito pela sua capacidade de decisão.
Segundo Junges e Zoboli (2012), a bioética e a saúde coletiva constituíram-se como campos
científicos, no Brasil, na luta pela consolidação de poder científico, levada a cabo por suas respectivas
entidades de representação: a Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) e a Associação Brasileira de Saúde
Coletiva (Abrasco). Diante dessa afirmação é verdadeiro relatar que os princípios da bioética (corrente
principialista) são de interesses diretos com o exercício e prática da Odontologia e podemos citá-los,
COM EXCEÇÃO DE:
A
Respeito à dependência.
B
Beneficência (obrigação de fazer o bem ao outro).
C
Não maleficência (antes de fazer o bem, porém, o compromisso maior do profissional de saúde é
não fazer o mal).
O sigilo profissional consiste em um dos deveres
fundamentais do cirurgião-dentista no âmbito de sua
atuação profissional. Neste contexto, constitui infração
ética:
A
Publicar casos clínicos não-identificáveis de incapaz
em revista, mesmo com a autorização do responsável.
B
Revelar fato sigiloso, mediante solicitação judicial, a
fim de colaborar com a justiça nos casos previstos em
lei.
C
Revelar algum fato sigiloso de que tenha
conhecimento em razão do exercício profissional, sem
justa causa.
D
Realizar notificação compulsória de doença
considerada sigilosa pelo paciente.