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A cirurgia dos terceiros molares inferiores retidos pode ocasionar complicações importantes do tipo nervosas, que podem ser reversíveis ou irreversíveis, quando há proximidade das raízes com o canal alveolar inferior. Assinale a alternativa INCORRETA em relação às lesões nervosas que podem ser decorrentes desse ato cirúrgico.
Mioestesia.
Hipoestesia.
Anestesia.
Disestesia.
As comunicações entre a cavidade bucal e o seio maxilar ocorrem ocasionalmente durante a remoção de molares superiores. Sobre as comunicações buco-sinusais, é correto afirmar que:
são confirmadas utilizando-se sondas milimetradas.
se a abertura for pequena (2mm ou menos) têm o tratamento restrito sempre ao uso de antibióticos.
se a abertura for de tamanho moderado (de 2 a 6 mm), uma sutura em oito deve ser feita no alvéolo para assegurar a permanência do coágulo.
se a abertura for grande (7 mm ou mais), deve-se considerar seu fechamento com sutura contínua e uso de descongestionante nasal;
em ambos os casos deve-se evitar pressão negativa (como uso de canudinho) e favorecer a pressão positiva (como ato de assoar o nariz).
Decorridas 3 semanas da cirurgia, a paciente retorna ao consultório com a queixa de perda da sensibilidade no lado direito da língua, lábio e queixo. Este quadro clínico é compatível com o diagnóstico de
paralisia, recomendando-se estimular a recuperação tecidual por meio de fisioterapia.
paralisia, recomendando-se estimular a recuperação tecidual por meio de terapia com laser de baixa intensidade.
trismo, indicando-se a prescrição de vitamina B1, que tem ação antineurítica e vitamina B12, que tem ação antinevrálgica.
parestesia, indicando-se a prescrição de anti-inflamatórios não esteroides e compressas quentes úmidas.
parestesia, devendo-se aguardar pela resolução espontânea do caso em um período aproximado de 8 semanas.
Segundo Lobas et al.(2Q11), o mecanismo de parada de um processo hemorrágico é denominado
hemostasia.
hematúria.
hemoptise.
epistaxe.
hematemese.
Procedimentos cirúrgicos que envolvem a abordagem da glândula parótida podem oferecer riscos e sequelas aos pacientes, pois
o ducto parotídeo tem um trajeto irregular e próximo da pele, e procedimentos cirúrgicos levam a fístulas salivares.
a parótida ocupa uma loja anatômica profunda, o que dificulta os procedimentos ambulatoriais cirúrgicos, levando a deformidades faciais irreversíveis.
a glândula tem íntimo contato com o nervo facial, e intercorrências com lesão das fibras nervosas podem gerar paralisia facial.
a manipulação do nervo trigêmeo, que envolve superficialmente a glândula, pode ser responsável por extensa paralisia facial permanente.
os ácinos serosos, componentes do parênquima glandular, podem sofrer extensa degeneração levando a xerostomia irreversível.
Conforme PRADO (2004), quanto às principais complicações que podem ocorrer durante as exodontias, é CORRETO afirmar que:
Nas lesões de tecidos moles o tratamento, na maioria das vezes, consiste em irrigação com antissépticos e soro fisiológico, remoção de tecidos necrosados e mais raramente enxertos ou rotação de retalho.
Hematomas e equimoses raramente se infectam, e a sua drenagem depende da indicação apenas do cirurgião, sem regra definida.
Nas infecções, o tempo operatório é um fator da cirurgia que não influi no aparecimento desta complicação.
O uso correto de instrumentos, dentro das técnicas, não previne possíveis fraturas de instrumentos cirúrgicos, fato que só ocorre dependendo do estado de conservação dos mesmos.
O tratamento nesta condição requer
compressas de calor úmido na região por 24 horas e prescrição de anti-inflamatórios.
anestesia terminal infiltrativa, curetagem e sutura.
encaminhamento para atendimento hospitalar.
aplicação de raios infravermelhos e antibioticoterapia por 48 horas.
anestesia por bloqueio regional, curetagem, irrigação com soro fisiológico e sutura.
Este quadro clínico é compatível com o diagnóstico de
hematoma.
alveolite.
osteomielite.
edema.
trismo.
O deslocamento de fragmento radicular para o interior do seio maxilar exige do cirurgião dentista cautela e sensatez para a condução adequada do caso. Marque a alternativa CORRETA quanto a conduta indicada:
Deve-se irrigar com clorexidina e aguardar que as raízes sejam expelidas de maneira fisiológica.
Realizar, após trinta dias, a remoção dos fragmentos radiculares através da técnica de Caldwell-Luc.
Realizar, imediatamente, a remoção do fragmento radicular, e em seguida promover o fechamento da abertura orossinusal.
A técnica de Caldwell-Luc não promove um campo adequado para a remoção de corpos estranhos no interior do seio maxilar.
Paciente, I. F. A., 68 anos, retorna ao consultório odontológico 1 dia após a realização da exodontia dos dentes: 34, 35 e 45. A região submandibular esquerda da face da paciente apresenta-se arroxeada. Não há relato de dor, nem sinais de inflamação e infecção. Trata-se provavelmente de um quadro de:
Equimose.
Edema.
Parestesia.
Alveolite.
Considere que determinado paciente, submetido à exodontia de terceiro molar inferior, tenha retornado ao consultório no terceiro dia pós-operatório com forte dor local e que, ao exame clínico, o profissional que o atendeu tenha notado sítio cirúrgico com tecido necrótico e secreção purulenta. Nesse caso, o diagnóstico mais provável e o tratamento de escolha são, respectivamente,
pericoronarite e bochecho com clorexidina 0,12%.
alveolite seca e bochecho com água oxigenada 10 volumes.
alveolite purulenta e prescrição de antibiótico.
alveolite seca e prescrição de antibiótico.
pericoronarite e prescrição de antibiótico.
Considere as afirmativas a seguir:
I. O processo de reparo ósseo alveolar após uma exodontia envolve as fases de coagulação sanguínea, limpeza do defeito, formação tecidual e remodelação óssea.
II. O reparo ósseo inicia-se com a migração de neutrófilos e macrófagos para o interior do alvéolo, que removerão bactérias e corpos estranhos, ao mesmo tempo em que tecido vascular e células mesenquimais invadem o coágulo formando tecido conjuntivo, que gradualmente é substituído por tecido de granulação.
III. A presença de altos níveis de atividade fibrinolítica, observada em infecções, contribui para a fibrinólise no interior do alvéolo, promovendo a desintegração do coágulo e expondo as paredes ósseas.
IV. Esta complicação pós-operatória resulta do baixo suprimento sanguíneo no alvéolo para formação do coágulo.
Está correto o que se afirma APENAS em
I e III.
I e II.
I e IV.
II e III.
II e IV.
A parestesia ou anestesia persistente, condição que pode ocorrer após um procedimento cirúrgico, tem como causa
uso de anestésico de baixa concentração.
hemorragia ao redor da bainha neural.
infiltração de solução anestésica próxima a nervos.
colocação de implantes principalmente na mandíbula.
cirurgia com longo tempo de duração.