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O alvéolo seco é uma complicação pós operatória de exodontia
caracterizada por retardo na cicatrização associada a infecção.
extremamente dolorosa, decorrente da exposição óssea ao meio bucal.
tratada com curetagem superficial e antibióticos sistêmicos.
causada pelo uso excessivo da alta rotação durante a cirurgia.
As características clínicas principais da osteorradionecrose dos maxilares são:
a febre e a prostração.
a dor e a evidência de osso exposto.
o mau odor e a disgeusia.
a xerostomia e o mau odor.
a dor e a disgeusia.
Leia o Texto abaixo para responder à questão 26
Médicos alertam sobre perigos de cirurgia para reduzir as bochechas
Técnica oferece riscos como infecção e lesão nervosa e pode antecipar envelhecimento do rosto
Clarissa Pains: 07/01/2018 - 04:30 / 29/01/2018 - 12:14
Em busca de um rosto menos bochechudo e mais sensual, com aquela leve reentrância abaixo da maçã, muitas mulheres têm recorrido à bichectomia, uma cirurgia em que se retira as bolsas de gordura da lateral da face — chamadas de bolas de Bichat. O alvoroço em torno das maravilhas do procedimento, capaz de afinar o rosto, vem acompanhado de um alerta dos especialistas: tal cirurgia oferece riscos, como infecção, sangramento, hematoma, lesão nervosa e lesão no ducto da glândula parótida, que é o canal da saliva. Não raro, a cirurgia também antecipa o envelhecimento do rosto, porque retira precocemente uma camada de gordura que já seria absorvida com o tempo. Cirurgiões plásticos e dermatologistas relataram ao GLOBO que receberam, ao longo de 2017, mais pacientes do que em anos anteriores à procura de consertar algum problema decorrente da bichectomia.
ADAPTADO. Matéria publicada em O GLOBO, 29/01/2018.
Com relação às principais complicações pósoperatórias da Bichectomia, analise as afirmativas abaixo.
I. Quanto a Lesão do Ducto Parotídeo a região A é a mais afetada por ser a mais anatomicamente próxima da incisão.
II. O ramo bucal do Nervo Facial deve ser avaliado após o procedimento.
III. A função motora do lábio superior não pode ser afetada.
IV. Sialoceles são complicações com resolutividade estritamente espontânea.
V. Lesão ao Nervo Facial pode ocorrer.
VI. A Parotidectomia é uma alternativa de tratamento para complicações glandulares persistentes.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é
II, III e VI
I, II, V e VI
III, IV e V
II, V e VI
I, II, III, IV, V e VI
O tamponamento cardíaco ocorre quando o pericárdio é preenchido com sangue do coração, oriundo dos grandes vasos ou dos vasos pericárdicos. Os sinais clínicos de tamponamento cardíaco incluem a clássica triade de Beck, que corresponde:
ao abafamento das bulhas cardíacas, ao aumento da pressão venosa central e ao aumento da frequência cardíaca.
à elevação da pressão venosa, à diminuição da pressão arterial e aos batimentos cardíacos abafados.
à ausência de ruídos das válvulas atrioventriculares, à diminuição da pressão venosa e ao aumento da pressão arterial.
à estase jugular, à queda da pressão arterial e ao abafamento dos ruídos das válvulas tricúspide e mitral.
Na cirurgia ortognática de maxila (osteotomia Le Fort I) pode acontecer uma grave hemorragia no período trans ou pós-operatório. Os vasos com maior risco de dano durante essa cirurgia são as artérias
alveolar inferior e jugal.
palatina maior e infra-orbitária.
maxilar e nasopalatina.
palatina maior e maxilar.
Alveolite é uma complicação após a extração dental, que tem início cerca de 2 a 4 dias após a cirurgia. Ocorre em cerca de 4% de todas as extrações, com incidência maior nos dentes inferiores. Acerca desse tema, analise as informações a seguir.
I. Na alveolite úmida, o alvéolo
apresenta-se inflamado e dolorido, preenchido com coágulo em estado de degeneração ou putrefeito, com odor fétido e edema de gengiva, sem secreção purulenta.
II. Na alveolite supurativa, o paciente relata dor intensa e irradiada, e o alvéolo apresenta-se com as paredes ósseas expostas à cavidade bucal.
III. Para o tratamento imediato da alveolite seca, recomenda-se realizar a curetagem do alvéolo para tentar obter a formação de novo coágulo no seu interior.
IV. O tratamento imediato para alveolite úmida consiste em anestesia, radiografia, remoção do coágulo putrefeito e suave curetagem e irrigação com soro fisiológico. Em seguida, realizar sutura e compressão com gaze estéril.
É correto apenas o que se afirma em:
III e IV
II e III
II e IV
I e II
I e IV
Um paciente apresenta-se com histórico de extração do dente 26 há cerca de 2 semanas. Verifica-se hálito fétido, queixas álgicas, sensação de “peso” na face, fala anasalada, além de relatar que sente “sair água pelo nariz”, quando ingere líquidos. Sobre este caso, analise as proposições e marque a opção CORRETA.
I. Trata-se de uma comunicação buco-sinusal, sendo o tratamento cirúrgico indicado;
II. O retalho de corpo adiposo bucal oferece a vantagem de carregar seu próprio suprimento sanguíneo;
III. Retalho palatino tem a vantagem de boa resistência mecânica;
IV. Perda de vestíbulo é uma alteração frequente nos casos de retalho vestibular;
Todas as afirmativas são corretas.
Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
Somente as afirmativas I e III são corretas.
Todas as afirmativas são incorretas.
Em relação às complicações de Cirurgia de Dentes Impactados, de acordo com Ness e Peterson (in Miloro et al., 2008), é correto afirmar que:
terceiros molares superiores profundamente impactados e que têm uma fina camada de osso posterior separando-os da fossa infratemporal, ou anteriormente do seio maxilar, frequentemente são deslocados para esses espaços.
quando o terceiro molar é deslocado posteriormente para a fossa infratemporal, o cirurgião não deve tentar trazê-lo de volta para o alvéolo na mesma sessão, em hipótese alguma, devendo sempre aguardar de duas a quatro semanas para uma nova intervenção via alveolar, após formação de fibrose na área.
fratura de mandíbula durante a remoção de um terceiro molar inferior é uma complicação comum, típica de um dente profundamente impactado, e o cirurgião deve realizar de imediato uma redução e contenção da fratura.
fratura tardia de mandíbula geralmente ocorre entre quatro a seis semanas após a cirurgia, em pacientes com mais de quarenta anos.
em caso de fratura de mandíbula durante a remoção de um terceiro molar impactado, mesmo que o cirurgião não tenha experiência ou material apropriado, deve ser realizada fixação com fios de aço ou bloqueio intermaxilar.
Na técnica de exodontia com associação de odontosecção e ou osteotomia, o objetivo é diminuir resistência óssea, facilitar a luxação, em casos de corticais rígidas e, ainda, para melhor visibilidade e acesso.
Observe as indicações abaixo:
I. Ápices fraturados (quando ocorre fratura no ápice, avaliar a indicação de remoção dele);
II. Dentes hígidos e doença periodontal.
III. Dentes decíduos.
IV. Dentes com anquilose, hipercementose, dilaceração radicular e raízes divergentes.
São indicações da técnica de exodontia com associação de odontosecção e ou osteotomia:
I, II e III.
II e III.
III e IV.
I e IV.
Após os procedimentos de exodontia de terceiros molares, complicações como alveolite e infecções podem ocorrer. O manejo adequado destas condições define a remissão dos sintomas e o restabelecimento da higidez do paciente. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o tratamento farmacológico considerado adequado para o manejo da alveolite e de infecções com micro-organismos anaeróbicos e aeróbicos (local ou sistêmica):
talidomida associada a metotrexato, tendo em vista que é necessário o uso de agentes imunosupressores.
bochecho de solução alcoólica a 10% de concentração, pois trata-se de bacteremia transitória local.
analgesia sistêmica e espera da remissão dos sintomas sem, em virtude de ser uma condição clínica autolimitada.
clindamicina, em virtude do espectro de ação amplo.
Curativo com anestésico local e hidróxido de cloroquina, a fim de limitar o desconforto doloroso e a inflamação.
A alveolite é uma complicação pós-cirúrgica que apresenta os seguintes sinais e sintomas:
Alvéolo vazio e seco, mau odor, presença de supuração e dor intensa 10 a 15 dias após a extração
Supuração do alvéolo, mau odor, gosto metálico na boca e dor intensa
Alvéolo com coágulo, mau odor, presença de supuração e dor intensa 2 a 3 dias após a extração
Alvéolo vazio e seco, mau odor, gosto metálico na boca e dor controlada por analgésicos
Alvéolo vazio e seco, mau odor, ausência de supuração e dor intensa 2 a 3 dias após a extração
As parestesias decorrentes da remoção dos terceiros molares inferiores geram grande preocupação aos cirurgiões-dentistas. De acordo com a classificação de Pell-Gregory, assinale a alternativa que descreve o maior grau de dificuldade de extração cirúrgica dos terceiros molares inferiores.
Posição A e classe I.
Posição B e classe II.
Posição C e classe III.
Posição B e classe I.
Posição D e classe IV.
Leia a descrição a seguir.
A hemorragia é definida como uma perda aguda de volume sanguíneo. Os sintomas clínicos incluem taquicardia, taquipneia e diminuição da pressão; esse último sinal está primariamente relacionado à elevação do componente diastólico decorrente do aumento de nível de catecolaminas circulantes. Outros achados clínicos pertinentes a esse grau de perda sanguínea incluem alterações sutis do sistema nervoso central, como ansiedade, medo ou hostilidade. O débito urinário é usualmente de 20 a 30 mL/h no adulto.
A hemorragia descrita é classificada como:
Classe I.
Classe II.
Classe III.
Classe IV.
A hemorragia é uma complicação que pode se manifestar durante o procedimento cirúrgico e no pós-operatório das exodontias, em decorrência de alteração dos fatores de coagulação ou de distúrbios plaquetários, dentre outros. Levando em consideração o tempo do sangramento em relação ao procedimento cirúrgico, constata-se que a hemorragia tardia é determinada pela deficiência
dos fatores II e X de coagulação.
do número plaquetário.
na função plaquetária.
dos fatores VIII e IX de coagulação sanguínea.
Quanto à utilização do Corpo Adiposo Bucal para fechamento de Comunicação Bucosinusal, assinale a alternativa INCORRETA.
O tecido adiposo é substituído como tecido de granulação, sendo coberto por epitélio escamoso estratificado para queratinizado, que migra das margens do enxerto.
Alguns autores citam que a mudança do tecido adiposo para o tecido epitelial é uma metaplasia, o que é impossível, uma vez que esses tecidos possuem diferentes origens embriológicas: o primeiro, mesodérmica, e o segundo, ectodérmica.
Uma desvantagem da técnica é o fato de só poder ser usada uma única vez.
Em defeitos menores, como comunicações bucosinusais de até 6mm de diâmetro, o fechamento é espontâneo, não havendo a necessidade de correção cirúrgica.
Enxerto do corpo adiposo bucal sofre epitelização em 3-4 semanas. Sendo assim, não há nenhuma necessidade de cobrir o retalho com um enxerto de pele ou mucoso.
O não tratamento de uma comunicação buco sinusal pode evoluir para formação de uma fístula havendo necessidade na maioria de tratamento cirúrgico. Em fístulas largas na região de segundo molar com extensão vestibular, uma forma de tratar com baixa morbidade, relativa aplicabilidade e com alto índice de sucesso, seria:
Rotação de retalho palatino;
Transposição do corpo adiposo de Bichat;
Retalho pediculado da língua;
Enxerto ósseo da calota craniana;
Inserção de implante aloplástico.
Segundo Miloro et al. (2016), a radioterapia é uma modalidade de tratamento valiosa referente ao câncer na região maxilofacial. Como qualquer modalidade de tratamento, ela tem efeitos colaterais deletérios, que incluem a mucosite, a xerostomia e a osteorradionecrose. Com relação à osteorradionecrose, é correto afirmar que
é uma ferida crônica que não cicatriza, sendo isquêmica, hipercelular e hipovascular.
teve sua incidência diminuída devido ao uso de ortovoltagem na radioterapia.
é mais comum na maxila do que na mandíbula.
é causada por um trauma na área irradiada, geralmente por uma extração dentária e não ocorre espontaneamente.
uma dose de radiação acima de 5000 a 6000 rads é capaz de tomar a mandíbula suscetível à osteorradionecrose.
Durante a Exodontia, pode ocorrer fratura radicular. Quanto às Condições e Critérios para Permanência de Fragmentos Radiculares no Alvéolo, assinale a alternativa CORRETA.
Fragmento de raiz deve ter, em geral, não mais de 4 a 5 mm de comprimento.
Fragmento de raiz deve estar superficial, para que a reabsorção óssea posterior venha a expor a raiz, facilitando sua remoção em um segundo tempo.
Os critérios de permanência do fragmento independem de achados radiográficos.
Nas fraturas radiculares, o primeiro método de tentativa de remoção é o aberto por um deslocamento de retalho mucoperiosteal e remoção do osso que cobre a raiz.
O tamanho do fragmento radicular não influencia na decisão; o único critério a se considerar é a presença ou não de infecção relacionada ao dente.
Para prevenção e(ou) tratamento da laceração de tecido mucoso, uma das principais complicações pós-operatórias nas cirurgias orais, recomenda-se
dar preferência à técnica terceira nas exodontias, para melhorar o campo de visão e reduzir a manipulação de tecidos moles na extração.
adequar o tamanho do retalho ao procedimento cirúrgico, pois, quanto maior o retalho, menor a tensão sobre ele.
criar incisões de alívio a partir do envolvimento de mais de três dentes, para não aumentar o volume de sangramento no sítio operatório.
evitar a ancoragem óssea com o afastador, para reduzir o sangramento ósseo e o trauma pós-operatório.
dar preferência aos retalhos divididos no lugar de retalhos totais, para reduzir a manipulação de tecidos moles e o sangramento.
A prevenção da perda excessiva de sangue durante a cirurgia é importante para preservar a capacidade do paciente de carrear oxigênio. Alem disso esse procedimento permite uma melhor visibilidade e pode evitar problemas posteriores como hematomas. São meios de promover hemostasia em feridas, EXCETO:
Uso de uma gaze para aplicar pressão sobre vasos sangrantes ou pinçando um vaso com uma pinça hemostática. Os dois métodos causam estase sanguínea no interior dos vasos, o que promove coagulação.
Uso de calor, com o objetivo de fundir as porções terminais dos vasos seccionados (coagulação térmica).
Emprego de substâncias vasoconstritoras aplicadas diretamente na corrente sanguínea ou pela aplicação de pró-coagulantes, tais como formulações comerciais de trombina ou colágeno, sobre a ferida.
Uso de ligaduras. Uma vez que um vaso é seccionado, suturas são feitas ao redor de cada extremidade para evitar o sangramento.