Questões de Concurso sobre Epidemiologia

 
 
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São critérios que reforçam uma associação causal entre um fator de risco e uma determinada doença, EXCETO:

A
especificidade.

B
gradiente dose-resposta.

C
valor de p maior que 0,05.

D
relação temporal entre causa e efeito.

1. O estudo de coorte prospectivo é um tipo de estudo longitudinal.

2. Os estudos de coortes analisam as associações de exposição e efeito, por meio da comparação da ocorrência de doenças entre expostos e não-expostos ao fator de risco.

3. Nos estudos tipo caso-controle, as exposições passadas são comparadas entre pessoas atingidas e não atingidas pela doença objeto do estudo.

4. O estudo de coorte retrospectivo deve ser considerado como estudo seccional, pois só analisa a situação de um grupo em um determinado ponto do passado.


A
Apenas as afirmativas 1, 2 e 3 estão corretas.

B
Apenas as afirmativas 2, 3 e 4 estão corretas.

C
Apenas as afirmativas 2 e 3 estão corretas.

D
Apenas as afirmativas 2 e 4 estão corretas.
Um pediatra formulou a hipótese de que o consumo de determinado aditivo alimentar provocaria a hiperatividade motora. Para testar sua hipótese, entrevistou os pais de 100 crianças hiperativas (identificadas pelos registros de 6 pediatras) e 100 crianças sem hiperatividade (identificadas pelos registros dos mesmos pediatras). A entrevista levantou, entre outros fatores, os hábitos alimentares dessas crianças nos últimos dois anos. Esse é um exemplo que corresponde a estudo do tipo:

A
cohort (ou coorte).

B
de prevalência.

C
experimental.

D
caso-controle.
Uma propaganda em uma revista médica especializada afirma que 2.000 indivíduos com faringite foram tratados com um novo antibiótico. Após 4 dias de tratamento, 94% deles estavam assintomáticos. A propaganda afirma que o novo antibiótico foi efetivo. A informação acima:

A
é correta.

B
pode ser incorreta, porque a conclusão não foi baseada em uma taxa.

C
pode ser incorreta, porque nenhum teste estatístico de significância foi utili-zado.

D
pode ser incorreta, porque nenhum grupo de comparação ou de controle foi utilizado.
O valor preditivo de um teste positivo:

A
aumenta com o aumento da prevalência da doença.

B
aumenta com a redução da prevalência da doença.

C
diminui com o aumento da sensibilidade do teste.

D
diminui com a redução da especificidade do teste.

1. Estudos experimentais ou de intervenção devem estar limitados ao estudo de doenças raras.

2. Estudos do tipo caso-controle representam uma boa indicação para o estudo de doenças raras.

3. Estudos ecológicos são relativamente rápidos e fáceis de realizar e constituem a melhor opção para testar hipóteses de causa e efeito no estudo de uma doença.

4. Estudos do tipo coorte são normalmente longos e constituem uma boa indicação para o estudo de fatores causais raros.


A
Apenas as afirmativas 1, 2 e 3 estão corretas.

B
Apenas as afirmativas 2, 3 e 4 estão corretas.

C
Apenas as afirmativas 2 e 3 estão corretas.

D
Apenas as afirmativas 2 e 4 estão corretas.

O levantamento epidemiológico em odontologia constitui uma avaliação:


A

da relação número de dentes sadios por habitante


B

da presença das doenças bucais e suas dimensões na população


C

da proporção de equipes de saúde bucal e a demanda da população


D

do total de superfícies restauradas em relação ao gasto total com odontologia

O exame clínico inicial de uma população de uma cidade de porte médio de Minas Gerais detectou hipertensão arterial em 5/1.000 homens entre 30 - 35 anos e 10/1.000 mulheres, também entre 30 - 35 anos. A inferência de que mulheres têm risco de hipertensão duas vezes mais elevado que homens nessa faixa etária é:


A
correta.

B
incorreta, porque o efeito de coorte da idade não foi considerado.

C
incorreta, porque não é possível distinguir entre incidência e prevalência.

D
incorreta, porque não existem informações com relação ao grupo controle ou de comparação.
Uma taxa de incidência, geralmente expressa como percentagem, quando aplicada em populações específicas por períodos limitados de tempo como nos surtos ou epidemias, é conhecida como:

A
Taxa ajustada

B
Taxa de ataque.

C
Taxa de mortalidade.

D
Taxa de densidade de incidência.

1. Estudos transversais são estudos complexos, em que uma amostra simples da população é seguida no tempo.

2. Estudos seccionais, ou transversais, estuda a situação de exposição e efeito de uma doença em uma população em um único momento.

3. Estudos transversais não permitem o estabelecimento da associação de causa-efeito.

4. Em estudos transversais, pode-se determinar o risco relativo de um fator causal associado a uma doença ou fenômeno.


A
Apenas as afirmativas 1, 2 e 3 estão corretas.

B
Apenas as afirmativas 2, 3 e 4 estão corretas.

C
Apenas as afirmativas 2 e 3 estão corretas.

D
Apenas as afirmativas 2 e 4 estão corretas.

A diferença fundamental entre um estudo epidemiológico experimental e observacional é:


A
Estudos experimentais são realizados em animais e estudos observacionais são realizados em humanos.

B
O investigador desconhece se o indivíduo é exposto ou não exposto no es-tudo experimental, mas não no estudo observacional.

C
O investigador tem controle sobre a alocação da exposição dos indivíduos no estudo experimental, mas não no estudo observacional.

D
O investigador tem controle sobre a alocação do evento ou doença dos indi-víduos no estudo experimental, mas não no estudo observacional.

Em um programa de vigilância epidemiológica, a investigação epidemiológica de uma doença deve ser feita, EXCETO:


A
se a doença for desconhecida.

B
se a doença for de natureza aguda.

C
se a ocorrência exceder a freqüência habitual.

D
se a magnitude do dano social que ocasiona for significativa.
Vários estudos epidemiológicos têm mostrado que, aproximadamente, 85% dos casos de câncer de pulmão são devidos ao hábito de fumar. Essa medida é um exemplo de:

A
risco relativo.

B
risco atribuível.

C
coeficiente de incidência.

D
razão de proporção de mortalidade.
Em um estudo sobre a ocorrência de diabetes em 1960-1970, em Belo Horizonte, verificou-se um aumento da prevalência da doença no período estudado. Uma possível explicação para isso seria:

A
melhora da taxa de cura.

B
menor incidência da doença.

C
diminuição da duração da doença.

D
melhoria nos métodos diagnósticos.

A taxa de mortalidade geral ajustada por idade é usada para:


A
determinar o número real de óbitos que ocorrem em grupos específicos de idade numa população.

B
corrigir as taxas de mortalidade em estudos em que falta a informação sobre a idade.

C
corrigir erros na declaração de idade.

D
eliminar o efeito de diferenças na distribuição da idade entre populações.

A temporalidade de uma associação entre uma causa e um efeito (doença) pode ser garantida no estudo:


A
de coorte.

B
transversal.

C
caso-controle.

D
de prevalência.
O coeficiente de mortalidade de uma doença específica pode informar sobre a incidência dessa doença quando:

A
a taxa de ataque da doença é fixa.

B
a prevalência dessa doença é alta e a duração da mesma é curta.

C
a taxa de letalidade da doença é alta e a duração da doença é curta.

D
o coeficiente de mortalidade não ajustado dessa doença é alto e a duração da mesma é longa
   
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