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NÃO é medida prevista na Portaria da Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, nº 453/1998 para viabilizar a radioproteção do paciente na realização de radiografias periapicais:
O sistema do controle de exposição do aparelho de raios X deve ser do tipo eletrônico e ter duração máxima de até 5 segundos.
O cabo do painel de controle em que se localiza o botão de disparo do aparelho de raios X deve possuir, no mínimo, 2 metros de comprimento.
Cada exame deve ser documentado, constando: nome e endereço completo do paciente, sexo, idade, data do exame, sua indicação clínica, tipo ou tipos de radiografia e quantidade de filmes utilizados para sua realização.
O tempo em que o filme deve permanecer em contato com a solução reveladora é determinado a partir da aferição da temperatura dessa solução.
Para a realização da técnica da bissetriz deve-se, preferencialmente, utilizar os posicionadores radiográficos.
Em relação ao planejamento no serviço de saúde, é CORRETO afirmar que
necessita ser realizado em linguagem compreendida e compartilhada por todos, objetivando a parceria em alguns momentos.
para o planejamento das atividades de saúde bucal na Atenção Básica, é necessário destacar a importância da utilização da Epidemiologia.
o êxito do planejamento independe da implicação de profissionais, lideranças e/ou representantes da comunidade.
para subsidiar o planejamento com dados da realidade populacional, recomenda-se a realização de levantamentos epidemiológicos, levantamento exclusivo de necessidades tardias e a avaliação de risco.
os processos de conhecimento do território e da população bem como da dinâmica familiar e social são subsídios valiosos ao planejamento, não sendo necessários ao acompanhamento de ações nem à avaliação.
Considerando a referência e contrarreferência, é CORRETO afirmar que
uma das estratégias dessa política é o incentivo ao funcionamento dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), especialmente dirigidos à organização dos fluxos de gerenciamento do sistema de saúde local, para referência e contrarreferência da atenção básica para atenção especializada.
não há critérios de priorização de encaminhamento nem necessidade de pactuação com a comunidade e os Conselhos Regionais e Locais de Saúde.
o usuário deverá ser encaminhado com dor e com infecção bucal para atendimento na atenção especializada.
não há necessidade de formulário de referência/contrarreferência, embora o usuário só possa ser encaminhado por escrito, em papel de receituário comum do serviço e com os exames complementares e radiografias.
os casos de urgência não podem ser solucionados nas Unidades Básicas nem no Pronto-Atendimento.
Assinale a alternativa que representa o significado correto da sigla B.P.A:
Considerando a organização dos serviços de saúde, é CORRETO afirmar que
construir a interdisciplinaridade não é um desafio posto às Equipes Saúde da Família no processo de trabalho em equipe.
no trabalho em equipe, todos perdem seu núcleo de atuação profissional específica, pois a abordagem dos problemas é única.
historicamente, as práticas da saúde bucal no setor saúde indicam que ela foi desenvolvida a distância, sendo feita praticamente entre quatro paredes, restrita à prática do cirurgião-dentista com seu equipamento odontológico.
a consulta segue os moldes antigos, normatizada, favorecendo o entendimento básico do processo de saúde-doença da comunidade.
cuidar é manter a ação de vigilância, fácil para a Equipe de Saúde Bucal e Equipes da Família, independentemente da aproximação com o usuário.
A Política Nacional de Humanização (PNH) toma cinco diretrizes centrais para orientar a ação das equipes que têm por tarefa produzir saúde; marque a opção que NÃO CORRESPONDE a uma delas.
Acolhimento, orientação ética, pois o toma como base do contrato entre os sujeitos que cuidam e os que são cuidados, cuja ação é produzir um campo comum que vamos chamar de produção do cuidado compartilhado, corresponsabilização. Acolher é, pois, o que inaugura e sustenta processos de cuidar. Acolher, todavia, não significa apenas interagir a partir do aceitar aquilo que o outro traz, mas, a partir disso, produzir desvios, produzir movimentos que permitam reposicionamentos, produção de novas atitudes, de novas éticas.
Gestão democrática das organizações de saúde, dos processos de trabalho e de formação, da clínica e da saúde coletiva. Democracia implica necessariamente compartilhamento de poder, portanto das decisões, orientadas por princípios éticos e políticos. Gestão democrática é princípio, é orientação, mas se sustenta sobre práticas, então democráticas. Horizontalizar o poder, ampliar a inclusão de sujeitos na gestão e na clínica, construir corresponsabilização, não são atos do acaso, mas construídos segundo dispositivos e arranjos para tal fim. Colegiados gestores, trabalho em equipe, rodas de discussão, inclusão da rede sociofamiliar dos usuários, grupo de trabalho em humanização (GTH), entre outros são exemplos de medidas concretas para uma gestão democrática e compartilhada.
Clínicas especializadas. Ampliação de suas bases conceituais, avançando para além da alopatia, da racionalidade clínica da biomedicina; ampliar incluindo práticas complementares; ampliar e aprofundar o atendimento especializado nas unidades básicas do SUS; ampliando ações interdisciplinares, com aposta no trabalho em equipe. Construir uma relação clínica que seja uma experiência de troca entre sujeitos, permitindo a contração de responsabilidades na rede de saúde.
Valorização do trabalho dos profissionais da saúde, sem a qual não se fará, de forma sustentada, a reforma sanitária de nosso país, capaz de enfrentar iniquidades e de ampliar nossa experiência civilizatória. Valorizar o trabalhador é permitir e garantir sua inclusão na gestão, na construção das organizações de saúde; valorizar é assegurar condições de trabalho, de exercício das profissões de forma digna, com ambientes e remuneração adequados; valorizar o trabalhador é assegurar que as organizações de saúde não se transformem em cabides de emprego, nem em lugares em que práticas e atitudes inaceitáveis se reproduzam e se naturalizem, como o descaso com o sofrimento das pessoas, com as histórias de vida; valorizar o trabalhador é produzir modos de gestão das organizações que coloquem o interesse público acima de tudo e não do partido ou do grupo que está no governo; valorizar o trabalhador e o trabalho é, portanto, tarefa decorrente da ampliação de nossa capacidade de produzir processos civilizatórios e democráticos mais extensos, plurais e regidos pelo interesse público.
Considerando a Atenção Básica, é CORRETO afirmar que
a Estratégia Saúde da Família (ESF) permanece como o Programa de Saúde da Família, criado com enfoque assistencialista, não condicionando as formas de planejamento dos serviços, suas articulações, seu desenvolvimento e sua avaliação.
o eixo norteador do cuidado é a construção de práticas de saúde integrais, no vínculo e na corresponsabilidade entre os diferentes atores sociais: comunidade-profissionais-gestores.
não há necessidade de repensar o modelo de atenção biomédica nem de privilegiar práticas pautadas na promoção da saúde.
o processo de trabalho das equipes multiprofissionais na Estratégia Saúde da Família, não demanda reflexões acerca da prática voltada ao cuidado em saúde.
para o processo de trabalho das equipes multiprofissionais na Estratégia Saúde da Família não interferem os modos de trabalhar e agir tanto das equipes quanto dos profissionais da ESF.
Sobre os pressupostos das Diretrizes Nacionais de Saúde Bucal, é CORRETO afirmar que
é totalmente diferente da estratégia adotada pelo município para sua organização.
não deve descuidar da necessária atenção a qualquer cidadão em situação de urgência.
não há compromisso de qualificação da Atenção Básica nem de qualidade ou resolutividade.
deve assegurar a integralidade nas ações de Saúde Bucal, articulando o individual com o coletivo, apenas, para a recuperação da saúde da população adscrita.
deve garantir uma rede de Atenção Básica desarticulada com toda a rede de serviços e como parte independente desta.
O Manual de Especialidades em Saúde Bucal define como responsabilidade do nível básico de atenção os seguintes preceitos, EXCETO:
A Atenção Básica deve resolver a situação de emergência do usuário e monitorá-lo com medicação e troca de curativos enquanto ele aguarda agendamento no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).
O tratamento endodôntico também poderá ser realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS), conforme disponibilidade técnica e de equipamento da unidade.
As pulpotomias deverão ser realizadas no âmbito da Atenção Básica, devendo ser encaminhados os casos de rizogênese incompleta com vitalidade pulpar.
Antes de encaminhar o usuário ao CEO, o dentista da UBS deverá verificar o potencial de reversão do processo patológico, realizando proteção pulpar direta ou indireta e/ou pulpotomia, aguardando período para acompanhar e avaliar a vitalidade pulpar.
O usuário encaminhado deverá apresentar remoção do tecido cariado do dente a ser tratado, curativo de demora e material restaurador provisório, com coroa clínica suficiente para colocação dos grampos de isolamento absoluto, sem mobilidade acentuada e com menos de 2/3 de extrusão por perda do antagonista.
As Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal estabeleceram alguns princípios norteadores das ações na perspectiva do cuidado em saúde bucal. Sobre o conceito transcrito abaixo, assinale o princípio ao qual ele faz referência.
“É a expressão-síntese da humanização da relação com o usuário e sua construção requer a definição das responsabilidades de cada membro da equipe pelas tarefas necessárias ao atendimento nas situações de rotina ou imprevistas. É o resultado das ações do acolhimento e, principalmente, da qualidade da resposta (clínica ou não) recebida pelo usuário”.
Acesso.
Ética.
Gestão participativa.
Responsabilidade profissional.
Vínculo.
A adequação do processo de trabalho em saúde bucal, à luz da atual Diretriz da Política Nacional de Saúde Bucal requer, EXCETO:
Parâmetros pactuados para orientar o processo de trabalho entre as coordenações nacionais, estaduais e municipais.
Condições de trabalho utilizando a capacidade instalada da rede, segundo normas da Vigilância Sanitária.
Ampliação da assistência, maximizando a hora-clínica do cirurgião dentista para assistência em 50%.
Multiprofissionalismo possibilitando que aspectos da saúde bucal sejam apropriados e se tornem parte das práticas de profissionais de saúde.
Interdisciplinaridade incentivada através de capacitações como o Telessaúde.
Numa unidade de saúde odontológica em que o cirurgião-dentista atua com um público-alvo definido, o planejamento da organização de fluxos de pacientes torna-se fundamental para garantir, desde o início do tratamento, a continuidade do cuidado até a concessão de alta e manutenção. Nesse caso, o cirurgião-dentista deve
identificar os grupos de pacientes, seus perfis de utilização dos serviços odontológicos e a gravidade das doenças bucais, a fim de traçar estratégias tanto para o enfrentamento de problemas bucais ocasionais ou contínuos, como para manutenção coletiva e/ou concessão de alta, além das ações de educação em saúde.
acolher o paciente, sempre respeitando a ordem de chegada, identificando o motivo real pela procura do serviço e, em seguida, realizar o exame visual com espátula de madeira ao início do turno de trabalho.
oferecer atenção clínica com prioridade a quadros dolorosos e/ou agudos (exodontias, restaurações e aberturas coronárias), isentando-se da responsabilidade de atender aos pacientes agendados anteriormente.
delegar e supervisionar atividades aos Técnicos em Saúde Bucal e/ou Auxiliares em Saúde Bucal, quando o tempo necessário para o atendimento é escasso e as demandas são numerosas.
incorporar ao processo de trabalho em equipe técnicas de educação em saúde e escovação dentária supervisionada, a fim de que os Técnicos em Saúde Bucal e/ou Auxiliares em Saúde Bucal realizem essas atividades sem a participação direta ou indireta do cirurgião-dentista.
De acordo com a Política Nacional de Saúde Bucal, considere as seguintes ações:
1. Acompanhar o impacto das ações de saúde bucal por meio de indicadores adequados, o que implica a existência de registros fáceis, confiáveis e contínuos.
2. Incorporar a Saúde da Família como uma importante estratégia na reorganização da atenção básica.
3. Estabelecer uma política de financiamento para o desenvolvimento de ações clínico-restauradoras visando à reorientação do modelo de atenção.
4. Assumir o compromisso de qualificação da atenção secundária, garantindo qualidade e resolutividade, independentemente da estratégia adotada pelo município para sua organização.
A reorientação do modelo de atenção em saúde bucal contempla as ações:
1, 2, 3 e 4.
1 e 2 apenas.
2 e 4 apenas.
1, 3 e 4 apenas.
1, 2 e 3 apenas.
De acordo com as Diretrizes da Política de Saúde Bucal a prevenção e controle do câncer bucal faz parte:
dos grupos de ações em saúde bucal.
do processo de trabalho em saúde bucal.
da ampliação e Qualificação da atenção básica.
da ampliação e Qualificação da atenção secundária e terciária.
da expansão do conceito de atenção quartenária para a Odontologia.
O Brasil Sorridente constitui-se de uma série de medidas que têm como objetivo garantir as ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, entendendo que esta é fundamental para a saúde geral e qualidade de vida da população. As afirmativas abaixo constituem as linhas de ação do Brasil Sorridente, EXCETO:
A reorganização da atenção básica em saúde bucal (principalmente com a implantação das equipes de Saúde Bucal eSB na Estratégia Saúde da Família).
A ampliação e qualificação da atenção especializada (especialmente com a implantação de Centros de Especialidades Odontológicas - CEO e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias - LRPD) .
A viabilização da adição de flúor nas estações de tratamento de águas de abastecimento público.
A reorganização da prática e a qualificação das ações e serviços oferecidos, reunindo ações em saúde bucal voltadas para os cidadãos de todas as idades.
Ampliação do acesso ao tratamento odontológico gratuito aos brasileiros, sem nenhuma ligação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Compete à atenção básica a responsabilidade por detectar as necessidades, providenciar os encaminhamentos, monitorar a evolução da reabilitação, bem como acompanhar e manter a reabilitação pós tratamento. Considerando a complexidade dos problemas de saúde bucal que demandam a rede de atenção básica e a necessidade de buscar-se continuamente formas de ampliar a oferta e a qualidade dos serviços prestados, recomenda-se a organização e desenvolvimento de ações de
atuação na vigilância à saúde.
gestão participativa.
integralidade psicossocial.
inclusão da reabilitação protética.
Ao criar a política nacional de humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde estabeleceu alguns conceitos e determinações. Marque a opção CORRETA.
A Política de Humanização da Atenção e da Gestão (PNH) é uma iniciativa inovadora no SUS. Criada em 2009, a PNH tem por objetivo qualificar práticas de gestão e de atenção em saúde, tendo, na perspectiva da humanização, a produção de novas atitudes por parte de trabalhadores, gestores e usuários, de novas éticas no campo do trabalho, incluindo aí o campo da gestão e das práticas de saúde, superando problemas e desafios do cotidiano do trabalho.
Para humanizar práticas de gestão e de cuidado, bem como as práticas pedagógicas, a PNH propõe como principal método a reorganização das escolas de formação dos trabalhadores de saúde.
A problemática adjetivada como desumanização, conceito-síntese que revela a percepção da população e de trabalhadores da saúde diante de problemas como as filas, a insensibilidade dos trabalhadores com relação ao sofrimento das pessoas, os tratamentos desrespeitosos, o isolamento das pessoas de suas redes sociofamiliares nos procedimentos, consultas e internações, as práticas de gestão autoritária, as deficiências nas condições concretas de trabalho, incluindo a degradação nos ambientes e as relações de trabalho, etc., deriva de condições precárias da organização de processos de trabalho, na perspectiva da PNH, ou seja, esses problemas são a expressão fenomênica - tomam expressão concreta e real - de certos modos de se conceber e de se organizar o trabalho em saúde.
Assim, fenômenos genericamente apontados como desumanização expressam mais que falhas éticas individuais, dos trabalhadores em saúde, correspondendo a fenômenos cuja origem não está no fato em si, que apenas revela e expressa determinadas concepções de trabalho e de suas formas de organização, a falha encontra-se principalmente na metodologia e no conteúdo da formação dos trabalhadores em saúde.