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Em seu livro Jogo, brinquedo e brincadeira e a educação (2009), Tizuko Kishimoto traz importantes reflexões acerca da função do brincar para as crianças. De acordo com a autora,
a passagem de um papel ativo para um papel passivo é o mecanismo básico de muitas atividades lúdicas; aumenta o efeito traumático de uma experiência recente e deixa a criança melhor preparada para novamente enfrentar o papel ativo.
o brinquedo é suporte de representações, introduzindo a criança em um universo de ações sem sentido. Normalmente, desvaloriza o imaginário em detrimento de um realismo estreito, desejando mais o mundo representado do que o mundo real.
o brinquedo aparece como um pedaço de cultura colocado ao alcance da criança, sendo seu parceiro na brincadeira. A manipulação do brinquedo leva a criança à ação e à representação, a agir e a imaginar.
o jogo de faz de conta introduz a criança nas operações associadas ao objeto, conduzindo-a no presente e no passado, ao mesmo tempo que a projeta para o futuro. O jogo pode ser mediador de uma atividade coletiva.
os brinquedos e brincadeiras dão a oportunidade à criança de desenvolver um canal de comunicação para o monólogo consigo mesma, reestabelecendo seu controle interior, sua autoestima e suas relações interiorizadas.