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O poema de Cecília Meireles servirá de base para as questões 43 a 47.
Pescaria
Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.
Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.
As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.
As mãos do mar
vêm e vão, em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.
Por isso chora, na areia,
a espuma da maré cheia.
(In: MEIRELES, Cecilia. Ou isto ou aquilo. Porto Alegre. Global, 2012)
Tomando como ponto de partida o poema Pescaria e considerando ler e escrever práticas discursivas inseridas nos contextos sociais, os professores das turmas de alfabetização podem:
esperar que as crianças dominem a decodificação de relações fonema/grafema mais elaboradas para apresentar esse poema.
oferecer às crianças oportunidades de compreensão da poesia por meio de figuras que retratem situações de pescaria, ilustrando o tema tratado no texto.
solicitar que os estudantes mais maduros transcrevam o poema para a letra cursiva, enquanto que os demais envolvem com cores diferentes as palavras repetidas e as rimas.
treinar a leitura do poema em voz alta, para que a turma possa decorar o texto, mesmo que alguns ainda não saibam, de fato, ler.
ler em conjunto o poema, explorando os recursos sonoros, como a rima, a repetição de sons e de palavras e o sentido do texto.