Imagem de fundo

Texto 3 A hegemonia do inglês está com os dias contados? Um...

1
Q1551434
Teclas de Atalhos
Compartilhar
Ano: 2019
Prova: CEFETBAHIA - Prefeitura - Professor de Língua Estrangeira - Área: Inglês - 2019

Texto 3


A hegemonia do inglês está com os dias contados?


Um livro recém-lançado no mercado americano, The last lingua franca: English until the return of

Babel, de Nicholas Ostler, defende a tese de que a hegemonia do inglês como idioma internacional

está com os dias contados, ameaçada pelo aperfeiçoamento dos tradutores automáticos

disponíveis online. Estaríamos, segundo o autor, muito próximos de um momento histórico mágico

5 em que o retorno a um estado babélico, favorável à diversidade linguística, não trará consigo o

desagradável efeito colateral da incompreensão entre os povos.

Será que Ostler tem razão? Futurologia é uma disciplina traiçoeira, como se sabe. Por um lado,

não se pode negar que ele está certo ao apontar o caráter finito do domínio internacional exercido

por outros idiomas no passado: se o grego, o sânscrito e o latim tiveram negado o acesso à

10 eternidade que um dia lhes pareceu ao alcance da mão, por que seria diferente com o inglês? (É

significativo que um raciocínio semelhante comece a ser encarado pelos economistas diante dos

sinais de decadência do dólar, a moeda franca do nosso tempo.)

Ao mesmo tempo, a ênfase posta pelo autor na qualidade das ferramentas de tradução automática

parece, por enquanto, excessiva. Sim, o Google Translate evoluiu cinquenta anos em cinco, mas

15 ainda lhe resta no mínimo outro século de aprimoramento antes que possa ser considerado

realmente confiável. De todo modo, é duvidoso que esse tipo de recurso elimine a necessidade

humana de comunicação imediata que conduz à eleição mais ou menos espontânea de uma

língua franca.

Restaria, ainda assim, a questão de qual será ela dentro de algumas décadas. Argumenta Ostler

20 que o acachapante domínio anglófono na internet de hoje pode nos deixar cegos a uma tendência

que é de diversificação, não de concentração. Lembra ele que as línguas que mais se expandiram

na rede internacional de computadores nos últimos dez anos foram, pela ordem, árabe, chinês,

português, espanhol e francês. Isso mesmo: com o português à frente do espanhol, um efeito da

inclusão digital brasileira. Uma boa notícia para “a última flor do Lácio, inculta e bela”, que estaria

25 prestes a resolver o famoso oximoro de Olavo Bilac e se tornar mais esplendor que sepultura?


Fonte: www.veja.abril.com.br . Acesso em: 02 out. 2019.

Considerando o fragmento do texto 3 “Ao mesmo tempo, a ênfase posta pelo autor na qualidade das ferramentas de tradução automática parece, por enquanto, excessiva” e “De todo modo, é duvidoso que esse tipo de recurso elimine a necessidade humana de comunicação imediata que conduz à eleição mais ou menos espontânea de uma língua franca” (linhas 13-18), de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacional da Língua Estrangeira, é correto afirmar que


A

o papel educacional da Língua Estrangeira deve oportunizar uma nova experiência de vida ao aluno.


B

o ensino de Língua Estrangeira deve proporcionar um acesso mais igualitário ao mundo tecnológico.


C

a importância do inglês no mundo contemporâneo, pelos motivos de natureza político-econômica, não deixa dúvida sobre a necessidade de aprendê-lo.


D

há de se evitar teorias totalizantes de reprodução social e cultural para se chegar a um paradigma crítico que reconheça o papel do ser humano na transformação da vida social.


E

os processos cognitivos são gerados por meio da interação entre um aluno e um participante de uma prática social, que é um parceiro mais competente, para resolver as tarefas de construção de significado/conhecimento com as quais esses participantes se deparam.