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Paulo Freire, no livro “O Educador: vida e morte” (org...

Paulo Freire, no livro “O Educador: vida e morte” (org. BRANDÃO, Carlos Rodrigues) atesta a natureza política da Educação e as relações de poder que se formam nesse campo. Na obra, o autor critica os educadores por seu distanciamento, muitas vezes intencional, dessas questões. Em suas palavras devemos sempre nos perguntar “... em favor de que conhecer e, portanto, contra que conhecer; em favor de quem conhecer e contra quem conhecer” (grifos do autor).


Levando em consideração a fala do autor, pode-se concluir que:


A

a educação é uma manifestação política que transcende a figura do educador, que, dessa forma, acaba por ter pouca autonomia em sua ação e em seu discurso, tendo que submeter-se às ideologias dominantes;


B

uma vez que a política é fruto dos processos educacionais, o educador acaba por deter em suas mãos um grande poder de formação de opinião e de discurso, o qual muitas vezes negligencia, desenvolvendo uma educação alienante;


C

a dimensão política da sociedade se manifesta com grande intensidade na figura do educador e, consequentemente, do educando, que acabam por sofrer uma grande coerção em seus modos de agir e pensar;


D

é importante que o educador busque, na medida do possível, abafar suas perspectiva políticas durante o ato de educar, pois só assim se pode atingir uma neutralidade científica adequada e justa para com o educando;


E

o educador deve assumir e reconhecer sua não neutralidade frente ao ato político de educar e para tal ele não deve omitir a intencionalidade de seu discurso, mas justamente expô-la.