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Os PCNs consideram que a eleição da língua oral como conteúdo escolar exige planejamento da ação pedagógica como forma de garantir atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão sobre a língua.
Em relação à linguagem oral, é correto afirmar:
A oralidade, apesar de possuir menor importância e legitimidade que a linguagem escrita na escola, deve ser incentivada de forma que as crianças possam expressar livremente seus pontos de vista e exercitar os discursos oriundos de suas comunidades de origem.
Dialetos, sotaques e diferentes matizes de linguagens regionais são paulatinamente extintos a partir da intensificação de estratégias de uso das atividades orais. É necessário, no entanto, conservar o respeito a essas manifestações orais, evitando o surgimento do preconceito linguístico.
As atividades de linguagem oral não se referem unicamente a deixar que as crianças falem. Só o falar cotidiano e a exposição à fala de outras pessoas não são capazes de garantir a aprendizagem necessária; faz-se necessário que as atividades de uso e reflexão sobre a língua oral estejam contextualizadas.
Nas atividades orais é fundamental reconhecer o nível de conhecimento do interlocutor e, se feita em grupo, o professor deverá realizar a coordenação da fala de cada indivíduo com a dos colegas — dois procedimentos complexos que raramente se aprendem sem ajuda.
As atividades de confrontação da capacidade de convencimento e coerência, típicas dos processos orais, devem ser realizadas, preferencialmente, a partir da construção de textos coletivos que reúnam as opiniões do coletivo de alunos, mostrando-se respeitosas diante das diferentes manifestações orais do grupo.