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A abordagem histórico-cultural, concebida inicialmente pelos psicólogos russos Vygotsky, Leontiev e Luria, enfatiza a importância do contexto socio-cultural do educando no processo de desenvolvimento humano ao mesmo tempo em que proporciona a confrontação dos conhecimentos cotidianos com os conhecimentos científicos e filosóficos tecendo os fundamentos da aprendizagem e evidenciando como esta, se adequadamente organizada, pode resultar em desenvolvimento. Sobre tal abordagem, é correto afirmar que:
A concepção histórico-cultural foi inspirada nas teorias de Darwin enfatizando que já nascemos prontos e acabados, a vida em sociedade não modifica nem altera o processo de desenvolvimento. As características das pessoas são determinadas pelos gens que nascem com ela.
Na concepção histórico-cultural, o indivíduo vai se desenvolvendo e construindo suas características segundo os estímulos que o ambiente oferece. O grande controlador da aprendizagem é o ambiente e dependendo da experiência que a pessoa tem vai ampliando e modificando suas ações.
Nessa concepção o ser humano desenvolve-se passivamente sendo controlado e manipulado pelo ambiente em que interage. Portanto, a aprendizagem ocorre por meio do condicionamento e pode-se perceber que a concepção histórico-cultural é diferente do inatismo que vê o desenvolvimento da pessoa por meio do biológico.
Para a concepção histórico-cultural a escola é o lugar privilegiado para que a humanização dos indivíduos por meio da socialização do saber historicamente produzido pela humanidade seja possibilitada, para que a aprendizagem e o desenvolvimento humano ocorram.