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No livro Metodologia do Ensino de Ciências, Delizoicov e Angotti (1994) apresentam uma discussão sobre o ensino de ciências e a lógica infantil.
De acordo com os autores,
ao longo de toda a infância, a criança não se diferencia bem do seu meio: seu referencial único é ela própria (egocentrismo). Como não consegue sair de si mesma, não tem, nem pode ter a essa altura, conhecimento objetivo.
com relação ao tempo, a criança, inicialmente, não é capaz de entender nada que não se refira ao seu tempo e tem dificuldades com o “antes” e o “depois”. Sugere-se para o trabalho didático-pedagógico o desenvolvimento deste conceito na seguinte sequência: tempo concebido, percebido e vivido.
todo estudo em questão na escola elementar deverá ter, como um dos seus critérios, a preocupação de partir do vivido pelo aluno, ou seja, da sua realidade imediata, seu cotidiano, apreendidos segundo a interpretação dos adultos.
destaque especial deve ser dado à vida. Pode-se começar a sistematizar as características dos seres vivos e suas relações obrigatórias, de crescimento e/ou sobrevivência, com o meio. Deve-se, contudo, privilegiar a nomenclatura e a descrição ao invés das funções orgânicas.
no seu embate com o meio, se a criança adquire instrumentos para dominá-lo e compreendê-lo, é mais provável que se torne um adulto independente e com iniciativa; do contrário, provavelmente será sempre “controlado pelo meio”, mas sujeito à manipulação e dominação.