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Leia o excerto abaixo:
“[…] É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são a sub-humanidade. Não são só os caiçaras, quilombolas e povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo que não interessa […]”. (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p. 6).
Com relação à diversidade étnico-racial existente no Brasil, qual das seguintes afirmações corrobora a ideia trazida pelo autor?
Enquanto humanidade, temos suprimido toda a forma de diversidade existente, negando a legitimidade da pluralidade de formas de vida, hábitos e culturas que sejam diferentes daquelas estabelecidas na contemporaneidade.
Todos os grupos sociais têm igual importância quando o foco da sociedade é o progresso: cada um entende o seu papel na cadeia produtiva e o desempenha visando um bem maior.
As contribuições dos diferentes povos que formaram a nação brasileira são valorizadas de forma igualitária pela sociedade, não havendo espaço em uma sociedade tão diversa para reprodução de preconceitos.
Todas as pessoas, independente da sua origem social, cultural ou econômica devem se adequar à ideia de modernidade, uma vez que há um horizonte a ser alcançado e o progresso deve ser o caminho a ser seguido por todos.