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Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, assinale a alternativa que apresenta ações de reconhecimento da população afro-brasileira na educação.
Criar regras escolares que incentivem a meritocracia baseada exclusivamente em notas, ignorando desigualdades históricas e barreiras sociais que afetam grupos historicamente marginalizados.
Oferecer conteúdos sobre história afro-brasileira de forma isolada, sem articulação com demais conteúdos curriculares ou estratégias pedagógicas que promovam o reconhecimento e a valorização cultural.
Valorizar a história e cultura afro-brasileira, questionando estereótipos raciais, preconceitos e discursos discriminatórios, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais.
Inserir conteúdos de história afro-brasileira apenas como curiosidades culturais ou exemplos isolados, sem integrá-los ao currículo formal e sem articular com competências transversais.
Concentrar esforços de valorização racial em datas comemorativas e palestras pontuais, sem transformar práticas pedagógicas cotidianas ou a gestão escolar de forma consistente.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana têm como principal objetivo:
Limitar o estudo da história afro-brasileira a projetos extracurriculares, sem inclusão no currículo formal.
Promover a valorização e o reconhecimento da diversidade étnico-racial, integrando conteúdos afro-brasileiros e africanos de forma obrigatória no currículo.
Substituir o ensino da história geral pela história afro-brasileira, ignorando outros contextos históricos.
Incentivar apenas a celebração de datas comemorativas, sem aprofundamento dos conteúdos históricos.
Reduzir o ensino de História a narrativas simplificadas, sem referência a processos sociais e culturais complexos.
No contexto das políticas curriculares para a educação superior, as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 instituem a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena em todos os níveis e modalidades. Considerando os princípios de formação docente, a organização curricular e o compromisso institucional com a educação das relações étnicoraciais, assinale a alternativa que expressa a orientação para a atuação docente no cumprimento dessas legislações.
Restringir o tratamento das relações étnico-raciais aos componentes curriculares das áreas de História e Letras, evitando abordagens transversais que poderiam fragmentar os conteúdos.
Priorizar conteúdos celebrativos e atividades culturais pontuais, pois elas favorecem o reconhecimento das tradições e dispensam revisões curriculares mais profundas.
Integrar, de maneira sistemática, conteúdos, práticas e perspectivas que abordem criticamente as relações étnico-raciais, articulando-os ao projeto de curso e aos processos formativos, independentemente da área de conhecimento.
Abordar os conteúdos previstos nas leis na extensão universitária, uma vez que sua presença no currículo formal tende a comprometer a carga horária dos núcleos estruturantes dos cursos.
Tratar as relações étnico-raciais como temas optativos, inseridos conforme o interesse dos docentes envolvidos em projetos específicos de pesquisa ou extensão.
Um IF identificou, por meio de diagnóstico institucional, que estudantes negros, indígenas e oriundos de comunidades quilombolas apresentam taxa de evasão 40% superior à média geral nos cursos técnicos integrados. A equipe pedagógica então propõe um conjunto de ações para enfrentar o problema. São propostas de ações pertinentes às diretrizes legais e pedagógicas da EPT:
I. Implementar ações afirmativas de permanência articuladas com o núcleo de estudos afro-brasileiros e indígenas, incluindo acompanhamento pedagógico diferenciado, bolsas de assistência estudantil e ações de valorização da identidade cultural no currículo.
II. Criar turmas homogêneas separadas por origem étnico-racial para facilitar o acompanhamento pedagógico e reduzir a evasão por meio de estratégias específicas para cada grupo.
III. Incorporar ao currículo conteúdos de história e cultura afro-brasileira e indígena, conforme determinam as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, integrando-os às práticas pedagógicas de diferentes componentes curriculares.
IV. Estruturar políticas de permanência que incluam intervenções pedagógicas, com menor ênfase em ações voltadas aos fatores socioeconômicos e às particularidades na evasão dos estudantes de grupos vulneráveis.
Quais estão corretas?
Apenas I e III.
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
Assinale a afirmativa correta a respeito da organização das disciplinas e temas e seus respectivos objetivos no Ensino Fundamental, conforme a Lei nº 9.394/96 (LDB).
A Educação Digital, componente curricular, tem como foco o letramento digital, incluindo o ensino de computação, programação, robótica e outras competências digitais.
O ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena, tema específico das aulas de História, tem como foco os processos de marginalização vivenciados por esses grupos.
O estudo dos símbolos nacionais, tema específico a ser estudado nas aulas de Artes, tem como foco a compreensão desses elementos na construção da identidade nacional.
A formação religiosa, disciplina obrigatória e oferecida em horários extracurriculares, tem como foco a formação do cidadão e o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil.
O ensino de língua estrangeira, disciplina específica em que o estudante pode optar entre inglês ou espanhol, tem como foco as competências de comunicação oral e escrita.


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Em uma escola pública, a coordenação pedagógica propôs um projeto interdisciplinar sobre a cultura afro-brasileira, mas alguns professores defenderam que o tema deveria ser priorizado em componentes curriculares específicos, sob o argumento de maior aprofundamento conceitual e organização do currículo. Nesse contexto, à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, qual é a decisão mais adequada?
Organizar o ensino da temática afro-brasileira prioritariamente nos componentes de História, Literatura e Artes, articulando-os pontualmente com outras áreas conforme a pertinência pedagógica.
Desenvolver o tema de forma transversal, por meio de conteúdos, competências, atitudes e valores em diferentes componentes curriculares.
Estruturar o trabalho com a temática em projetos interdisciplinares periódicos, preservando a centralidade dos conteúdos tradicionais nos demais momentos do currículo.
Priorizar a abordagem da temática em componentes curriculares com maior afinidade epistemológica, garantindo aprofundamento conceitual e evitando abordagens superficiais.
No que se refere à educação para as relações étnico-raciais, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva enfatiza que
“Para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm que desfazer mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isto não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de ser inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhe são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.”
Fonte: BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP n. 3, de 10 de março de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Relatora: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Brasília, 2004. p. 15–16.
Considerando os fundamentos teóricos e legais em torno de uma Educação para as relações étnico raciais, sobretudo as Leis n.º 10.639/03 e n.º 11.645/08, avalie as afirmações a seguir:
I. A efetivação da lei exige uma mudança de perspectiva curricular que desloque os povos negros e indígenas do lugar de objetos de estudo, frequentemente associados apenas à escravidão e ao folclore, para a posição de sujeitos produtores de ciência, tecnologia, arte e política.
II. Por se tratar de uma política de ação afirmativa, o foco pedagógico da legislação recai primordialmente sobre o fortalecimento da autoestima dos estudantes negros e indígenas, dispensando alterações estruturais na formação dos estudantes brancos, cuja identidade cultural já se encontra representada no currículo hegemônico.
III. A transversalidade proposta pelas diretrizes implica que a temática racial deve perpassar o cotidiano escolar e os diferentes componentes curriculares, superando a prática de reservar o debate exclusivamente para datas cívicas ou para as disciplinas de Humanidades.
IV. A abordagem pedagógica das relações étnico-raciais deve privilegiar a busca pelo consenso e pela harmonia social, evitando, sempre que possível, a discussão de conflitos e tensões históricas em sala de aula, a fim de não estimular a polarização entre os grupos de estudantes.
É CORRETO o que se afirma em
I e III, apenas.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV.
II, III e IV.
Sobre o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, de acordo com o Parecer CNE/CP nº 3/2004, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Se desenvolverá no cotidiano das escolas apenas como conteúdo das disciplinas de Educação Artística, Literatura e História do Brasil.
( ) Se fará por diferentes meios, em atividades curriculares ou não.
( ) É um meio privilegiado para a educação das relações étnico-raciais e tem por objetivos o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Ao organizar o “cantinho da leitura” da sala de aula, o Auxiliar Educacional atua em colaboração para a escolha do acervo. Para cumprir as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (Lei 10.639/03), a seleção dos livros deve buscar:
Incluir literaturas com protagonistas negros, centralizando as narrativas no período da escravidão para resguardar o ensino do sofrimento histórico colonial.
Selecionar obras sobre a cultura africana, disponibilizando-as de maneira concentrada apenas durante o mês de novembro para cumprir o calendário letivo.
Escolher materiais didáticos visualmente neutros, omitindo referências físicas para tratar todas as crianças sob a Ótica igualitária da cegueira de cores sociológica.
Incluir livros que apresentem protagonistas negros e indígenas em situações cotidianas diversas, promovendo o combate aos estereótipos e a valorização das identidades.
Valorizar a história afro-brasileira, substituindo as lendas folclóricas locais por enciclopédias estrangeiras que tratem da geografia e economia do continente africano contemporâneo
Durante uma reunião pedagógica, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propôs trabalhar o ensino da história e da cultura afro-brasileira apenas no mês de novembro, argumentando que “o restante do currículo já está muito sobrecarregado”. Outro docente sugeriu que o estudo da cultura afro-brasileira fosse desenvolvido de maneira transversal ao longo do ano, articulado às diferentes áreas do conhecimento e às relações cotidianas da escola. À luz das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, qual é a conduta mais coerente?
Desenvolver projetos periódicos voltados à temática afro-brasileira, concentrando-os em momentos específicos do calendário escolar para favorecer maior aprofundamento conceitual e integração entre disciplinas.
Desenvolver ações contínuas e integradas ao currículo escolar, compreendendo a educação das relações étnico-raciais como responsabilidade coletiva da escola.
Priorizar atividades interdisciplinares relacionadas à diversidade cultural, desde que a abordagem das relações raciais permaneça vinculada principalmente aos componentes curriculares historicamente associados ao tema.
Promover debates sobre desigualdade racial em atividades complementares e projetos institucionais, preservando o planejamento regular das disciplinas obrigatórias previsto pela escola.


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A Educação das Relações Étnico-Raciais tem como objetivo promover o respeito à diversidade, combater o racismo e valorizar a contribuição dos povos africanos, afro-brasileiros e indígenas na formação da sociedade brasileira. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana restringe-se às disciplinas de História e Artes, não sendo responsabilidade das demais áreas do currículo.
( ) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais orientam que o tema seja tratado de forma transversal, contínua e integrada ao Projeto Político-Pedagógico da escola.
( ) O trabalho com a Educação das Relações Étnico-Raciais deve ocorrer apenas em datas comemorativas, como o Dia da Consciência Negra, sem necessidade de integração ao currículo regular.
( ) A formação inicial e continuada dos professores é considerada elemento fundamental para a efetivação da Educação das Relações Étnico-Raciais no contexto escolar.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – F – V.
V – V – F – F.
F – V – V – F.
V – F – F – V.
F – F – V – V.
Sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana, é CORRETO afirmar que:
a demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9.394/1996, com a promulgação da Lei nº 10.639/2003, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas.
a demanda por reparações dos descendentes de africanos negros se dá por políticas explícitas ou tácitas de branqueamento da população, de manutenção de privilégios exclusivos para grupos com poder de governar e de influir, no período pós abolição.
cabe ao Estado promover e incentivar políticas de reparações, no que cumpre ao disposto na Constituição Federal, art. 205, que assinala o dever do Estado de garantir indistintamente, por meio da educação, iguais direitos para o pleno desenvolvimento de todos e de cada um, enquanto pessoa, cidadão ou profissional, assegurando a manutenção de privilégios para os sempre privilegiados.
políticas de reparações voltadas para a educação dos negros, que devem oferecer garantias a essa população apenas de ingresso, de valorização do patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro, pois a aquisição das competências e dos conhecimentos tidos como indispensáveis, bem como a permanência e o sucesso na educação escolar são conquistas individuais de cada cidadão.
embora as relações pedagógicas cotidianas não precisem esboçar, explicitamente, um projeto de escola, de educação, de formação de cidadãos que valorizem a história e cultura dos afro-brasileiros, bem como à constituição de programas de ações afirmativas, o Estado e as instituições devem tomar decisões e iniciativas com vistas a reparações, reconhecimento e valorização.
A Lei Federal nº 11.645/08 estabelece que nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. O conteúdo programático a que se refere este artigo inclui, por exemplo:
I - O estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil;
II - A cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil;
III - A inclusão de política de ações afirmativas para vagas e cargos públicos, destinados a pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas.
Dos itens acima:
apenas, os itens II e III estão corretos.
apenas, os itens I e III estão corretos.
apenas, os itens I e II estão corretos.
todos os itens estão corretos.
apenas, o item II está correto.
De acordo com a Lei nº 9.394/1996 (LDB), a consideração com a diversidade étnico-racial trata-se de um:
Objetivo.
Critério de financiamento estudantil.
Princípio.
Conteúdo exclusivo do Ensino Médio.
Fundamento.
O cumprimento das leis que tratam da educação das relações étnico-raciais é um dever de todas as etapas da Educação Básica, visando ao enfrentamento do racismo e das desigualdades históricas. Sobre a operacionalização dessa temática na escola, assinale a alternativa CORRETA.
O ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena deve ser integrado ao currículo, promovendo o reconhecimento da identidade e o combate a preconceitos.
A temática étnico-racial é de competência dos Professores de História, não devendo ser abordada em aulas de Matemática ou Língua Portuguesa.
A escola deve abordar prioritariamente os aspectos folclóricos da cultura africana, evitando discussões sobre racismo para não gerar conflitos na turma.
O Professor deve tratar todos os alunos da mesma forma, ignorando as particularidades étnicas para evitar o que ele considera ser um tratamento diferenciado.


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A Lei nº 10.639/2003 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), tornando obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. De acordo com os dispositivos legais e as diretrizes curriculares nacionais correlatas, essa temática deve:
constituir uma disciplina específica e isolada dentro da matriz curricular para assegurar o aprofundamento teórico necessário.
focar-se nas datas comemorativas do calendário escolar para evitar a interrupção do cronograma regular das demais disciplinas.
focar prioritariamente nos aspectos biológicos das etnias para fundamentar o conceito de democracia racial no ambiente acadêmico.
apresentar a história do continente africano a partir da perspectiva eurocêntrica para garantir a neutralidade científica dos conteúdos.
ser ministrada no âmbito de todo o currículo escolar, com especial ênfase nas áreas de educação artística, literatura e história.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (2004), os sistemas de ensino devem apoiar e supervisionar a elaboração e a execução dos planos das escolas para o cumprimento da Lei nº 10.639/2003. Nesse sentido, uma das orientações é que o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas deve:
Ser direcionado especificamente ao Ensino Médio, dada a complexidade do tema para crianças menores.
Constituir-se em uma disciplina isolada e obrigatória, com carga horária própria na matriz curricular.
Evidenciar que a história da África e dos africanos não se resume à escravidão, resgatando contribuições científicas, filosóficas e artísticas.
Ser ministrado prioritariamente por docentes que se autodeclarem pretos ou pardos, visando à representatividade.
Considerando-se as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) O cumprimento das Diretrizes Curriculares, por parte das instituições de ensino, será considerado na avaliação das condições de funcionamento do estabelecimento.
( ) A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial.
( ) O Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana tem por objetivo o reconhecimento e a supremacia da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, assinale a alternativa correta.
O ensino da história e cultura afro-brasileira compete exclusivamente às disciplinas de Arte e Literatura, por serem essas áreas em que a contribuição da cultura africana é considerada mais relevante.
O ensino das relações étnico-raciais deve ser oferecido pelas escolas públicas e privadas, no turno inverso às aulas regulares, como uma atividade extracurricular e de caráter optativo para os estudantes.
As diretrizes estão fundamentadas em princípios como a Consciência Política e Histórica da Diversidade, visando à reparação, ao reconhecimento e à valorização da identidade, cultura e história dos negros brasileiros.
A implementação das diretrizes demanda a substituição integral dos conteúdos de matriz eurocêntrica pelos de matriz africana nos currículos escolares, com o objetivo de corrigir as distorções históricas existentes.
No que se refere à educação para as relações étnico-raciais, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva enfatiza que
“Para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm que desfazer mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isto não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de ser inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhe são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.”
Fonte: BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP n. 3, de 10 de março de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Relatora: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Brasília, 2004. p. 15–16.
Considerando os fundamentos teóricos e legais em torno de uma Educação para as relações étnico raciais, sobretudo as Leis n.º 10.639/03 e n.º 11.645/08, avalie as afirmações a seguir:
I. A efetivação da lei exige uma mudança de perspectiva curricular que desloque os povos negros e indígenas do lugar de objetos de estudo, frequentemente associados apenas à escravidão e ao folclore, para a posição de sujeitos produtores de ciência, tecnologia, arte e política.
II. Por se tratar de uma política de ação afirmativa, o foco pedagógico da legislação recai primordialmente sobre o fortalecimento da autoestima dos estudantes negros e indígenas, dispensando alterações estruturais na formação dos estudantes brancos, cuja identidade cultural já se encontra representada no currículo hegemônico.
III. A transversalidade proposta pelas diretrizes implica que a temática racial deve perpassar o cotidiano escolar e os diferentes componentes curriculares, superando a prática de reservar o debate exclusivamente para datas cívicas ou para as disciplinas de Humanidades.
IV. A abordagem pedagógica das relações étnico-raciais deve privilegiar a busca pelo consenso e pela harmonia social, evitando, sempre que possível, a discussão de conflitos e tensões históricas em sala de aula, a fim de não estimular a polarização entre os grupos de estudantes.
É CORRETO o que se afirma em
I e III, apenas.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV.
II, III e IV.


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