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As possibilidades de interferência do homem definiam-se e encontravam limitações no interior de uma realidade histórico-social determinada. Somente a formação e o desenvolvimento de uma consciência capaz de apreender criticamente as características dessa particular realidade possibilitariam sua ação livre e criadora. Assim, aquela humanização do homem, isto é, a plena realização do homem como criador de cultura e determinador de suas condições de existência passava, necessariamente, pela formação e pelo desenvolvimento da consciência crítica. Situavam-se exatamente aí as funções do processo educativo.
FÁVERO, Maria de Lourdes; BRITTO, Jader. Dicionário de educadores no Brasil. Rio de Janeiro, UFRJ, 1999, p. 442.
O trecho acima apresenta os fundamentos filosóficos do pensamento de Paulo Freire.
Considerando-se o texto, o papel social da educação, na perspectiva de Paulo Freire, é
privilegiar a formação acadêmica de conteúdos escolares capazes de promover a criticidade nos homens.
proporcionar a capacidade de o homem agir dentro das limitações impostas pela realidade.
promover a conscientização de que as realidades limitam as possibilidades de criação.
empreender uma educação humanizadora, capaz de gerar uma realidade verdadeira e não utópica.
construir uma educação libertadora, entendida como processo de conscientização crítica da realidade.