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Em Pedagogia da infância: dialogando com o passado – construindo o futuro, Julia Formosinho mostra que, no âmbito de uma pedagogia transformativa, preconiza-se a instituição de um cotidiano educativo que conceitualiza a criança como uma pessoa com agência, não à espera de ser pessoa, que lê o mundo e o interpreta, que constrói saberes e cultura, que participa como pessoa e como cidadã na vida da família, da escola e da sociedade. Conforme a autora, os processos principais de uma pedagogia da participação são a observação, a escuta e a negociação. A respeito desses processos, é correto afirmar, segundo Formosinho, que
a observação é um processo fragmentado, requerendo o conhecimento das crianças como um grupo.
a negociação é um instrumento de participação que aproxima a perspectiva construtivista da tradicional.
a escuta ocorre de modo intermitente no contexto da comunidade educacional.
a negociação é a participação guiada da classe na codefinição do planejamento curricular.
a observação parte do ato de se observar primeiro a criança e depois o contexto que se criou.