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No texto Educandos e educadores: seus direitos e o currículo, Miguel Arroyo apresenta indagações sobre o currículo escolar, refletindo sobre como ele pode ser repensado nas escolas pelos profissionais que nela atuam. Segundo o autor, a concepção que se tem sobre a função social da escola é um dos fatores que embasam o ordenamento curricular e o imaginário social em torno do currículo. Na visão de Arroyo, ao se repensar o currículo nas escolas, uma premissa reducionista que precisa ser desmistificada é:
O avanço da prática de trabalho coletivo dos educadores é uma dinâmica promissora para a reorientação curricular na Educação Básica.
Muitos dos problemas de aprendizagem dos educandos são possivelmente referentes à lógica temporal e aos recortes a partir dos quais organizamos os conhecimentos nos currículos.
A redefinição das identidades pessoais de profissionais da educação leva a uma postura crítica perante as escolhas ligadas ao currículo, gerando indagações que merecem ser explicitadas, assumidas e trabalhadas nas escolas.
As habilidades e competências que orientam a formulação de políticas curriculares devem estar afinadas às novas exigências que o mundo do mercado, da ciência e da tecnologia apresenta.
As formas de trabalho docente, a autonomia (ou falta dela), a carga horária e o isolamento profissional dependem da – ou estão estreitamente condicionados à – lógica curricular.