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No contexto das concepções de ludicidade, Piaget diz que se o ato da inteligência desemboca no equilíbrio entre assimilação e acomodação, uma vez que a imitação prolonga a acomodação por si mesma, é possível afirmar que o jogo é essencialmente assimilação, que prima sobre acomodação. Para esse epistemólogo, com a socialização da criança o jogo adquire regras ou adapta a imaginação simbólica às necessidades da realidade, construções espontâneas que imitam o real; o símbolo de assimilação individual dá passagem à regra coletiva ou ao símbolo representativo ou objetivo, ou a ambos. A partir desse pressuposto teórico, o nascimento do jogo é analisado por Piaget como:
Ato complexo: depende do amadurecimento de estruturas psíquicas e afetivas.
Fator cultural: as brincadeiras variam entre os povos, podendo ser inexistentes ou mesmo dispensáveis culturalmente.
Ato inato: dependendo de boa alimentação e arranjos biológicos, os processos que levam a criança a jogar vão amadurecendo com o crescimento.
Gênese da imitação: a criança aprende a imitar, e como qualquer outra aprendizagem estas aquisições se encontram unidas a todos os problemas relativos à construção sensório- -motora e mental da criança.