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Consta na Matriz Curricular para a Educação das Relações Étnico-Raciais na Educação Básica (2016) que a Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) traz no seu bojo um conjunto de interações e políticas educacionais que, em suas dimensões (histórica, institucional, filosófica, cultural, antropológica, sociopolítica e pedagógica), atuam com a intencionalidade de:
Fomentar modelos educacionais que reafirmam estruturas monoculturais e eurocêntricas.
Reafirmar no cotidiano escolar, estruturado na perspectiva eurocêntrica, a continuidade das práticas docentes que incluem os conteúdos que versam sobre a cultura e a história africana e afro-brasileira, destacando tais aspectos como centrais da cultura europeia.
Homogeneizar os conteúdos escolares tomando por base somente uma perspectiva étnica para não correr o risco de diferenciar os sujeitos que devem ser vistos e tratados como iguais.
Reeducar os modos de convivência dos sujeitos sociais, para a compreensão e a valorização dos conteúdos étnicos de base africana que se inserem na constituição da identidade brasileira.
Combater discriminações e orientar o fazer docente para o reconhecimento do espaço escolar como território singular, ou seja, aquele que aloja os anseios e as identidades da cultura eurocêntrica.