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O processo de ensino-aprendizagem de equilíbrio químico é difícil, pois envolve muitos conceitos químicos. Uma concepção alternativa muito comum é sobre a reversibilidade de reações químicas, em que alguns consideram que “a reversibilidade é até possível, mas para que os reagentes sejam formados ao longo da reação é preciso, primeiramente, que todos tenham se transformado em produtos. Apenas a partir da formação dos produtos, envolvendo o consumo total dos reagentes, é possível que esses sejam reconstituídos” (MACHADO; ARAGÃO, 1996, p.19).
Considerando a dificuldade apresentada e as ideias de Mortimer (2000) sobre perfil conceitual, uma proposta adequada a ser considerada pelo professor seria:
O perfil conceitual dos conteúdos é igual para os estudantes, que têm a mesma concepção alternativa, independente do contexto. Assim poderia se propor uma abordagem para todos compreenderem o equívoco apontado.
Explicar ao aluno o erro cometido acerca da formação de reagentes e produtos. Com isso, o aluno aprenderia o correto e ocorreria uma mudança conceitual, conforme modelo de ensino que é comum e hegemônico até os dias de hoje.
Gerar um conflito das ideias apresentadas pelo aluno com ideias científicas trazidas pelo professor, momento em que o aluno perceberia que as ideias trazidas seriam mais plausíveis, realizando a mudança conceitual.
Não é necessário que o aluno faça a mudança conceitual, mas que mude seu perfil conceitual, evidenciando a sua aprendizagem, o que indica ser possível aprender conceitos novos e conviver com ideias contraditórias.
Uma pessoa não deve conviver com várias formas de ver o mundo. Assim, o professor deve utilizar várias estratégias para que os alunos consigam eliminar de suas estruturas cognitivas a concepção alternativa indicada.