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Segundo Oliveira, “A mecânica quântica, construída para dar conta dos complexos fenômenos do mundo submicroscópico, é um campo em que o pensamento realista experimenta total desconforto, pois não tem como conferir ao átomo a mesma concretude conferida aos entes que se pode ver e manipular”. Considerando-se o texto e também os obstáculos epistemológicos de Bachelard apontados por Oliveira (2001), ao explicar sobre a ligação química existente entre os íons de sódio e de cloreto, e para superar tal visão realista citada, pode-se adequadamente propor:
que átomos de sódio gostam de perder elétrons para ficarem estáveis, ou seja, com o octeto completo, da mesma forma que átomos de cloro gostam de ganhar elétrons.
fazer uma encenação com personagens fictícios, em que o sódio se liga ao cloro para que possam ficar com o octeto completo e, portanto, estáveis, na perspectiva animista.
considerar o substancialismo como estratégia, explicando que os íons se juntam por qualidades interiores ocultas, que não se pode compreender muito bem.
trabalhar os átomos e íons com modelos explicativos no nível submicroscópico, que se constituem de construções humanas, que estão em constante reformulação.
a utilização de um microscópio de alta resolução, onde os estudantes poderão visualizar os íons de sódio e de cloreto ligados, rompendo com a dificuldade do pensamento realista.