"é preferível pensar sem disto ter consciência crítica, de uma maneira segregada e ocasional, isto é, participar de uma concepção de mundo imposta mecanicamente pelo ambiente exterior, ou seja, por um dos vários grupos sociais nos quais todos estão automaticamente envolvidos desde sua entrada no mundo consciente, ... ou é preferível elaborar a própria concepção do mundo de uma maneira crítica e consciente e, portanto, em ligação com este trabalho do próprio cérebro, escolher a própria esfera de atividade, participar ativamente na produção da história do mundo, ser guia de si mesmo e não aceitar do exterior, passiva e servilmente, a marca da própria personalidade?" (Antonio Gramsci). A alternativa que expressa a visão de mundo gramsciana articulada às concepções de filosofia, educação e docência é:
a prática docente precisa corresponder a um conjunto de concepções formuladas pelos pesquisadores da área educacional que se traduzem nas propostas encaminhadas pelos órgãos centrais do sistema de ensino;
um conjunto de concepções pedagógicas da educação brasileira, produzidas em diferentes contextos históricos, deve direcionar a atuação docente contemporânea;
o movimento de análise e crítica da sociedade, da educação e das práticas escolares deve ser realizado através de um exercício individual, evitando-se a constituição de espaços de discussão coletiva no cotidiano da escola;
professor, como intelectual crítico, precisa ter clareza das concepções que fundamentam sua atuação docente, analisando as propostas pedagógicas e posicionando-se frente a elas;
para facilitar a atuação docente, os gestores das instituições escolares devem organizar o processo didático, definindo as concepções pedagógicas a serem adotadas pelos professores.