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O escritor Paulo Freire, no seu livro “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”, resgata, de forma atualizada, leve, criativa, provocativa, corajosa e esperançosa, questões que no dia a dia do professor continuam a instigar o conflito e o debate entre os educadores e as educadoras.
No âmbito dos saberes pedagógicos em crise, ao recolocar questões tão relevantes agora quanto foram na década de 60, de acordo com Freire
ensinar precedeu aprender ou, em outras palavras, aprender se diluía na experiência realmente fundante de ensinar.
o educador democrático pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão.
nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em sujeitos passivos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente personagem inerte do processo.
ensinar não é, definitivamente, transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.