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Leia o texto para responder às questões de números 43 e 44.
Sílvia é professora e trabalha há alguns anos com alfabetização de crianças. Neste ano, assumiu também um projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em ambos os contextos, ela resolveu trabalhar a fábula de Esopo “O leão e o rato”, que trata do acordo realizado entre esses dois animais, no qual o leão poupa a vida do rato que, por sua vez, em outra ocasião, acaba por livrar o leão de um caçador. Sílvia pesquisou o valor das fábulas, tanto para crianças quanto para adultos, julgando acertado oferecê-las como material de leitura na escola para ambas as turmas. Na sua proposta de atividade, Sílvia pediu para que os estudantes encontrassem a moral da história, após a leitura individual silenciosa. Para ela, trata-se de uma questão objetiva, que ensina como um texto pode ser corretamente interpretado, treinando essa habilidade para leituras em contexto avaliativo.
Assinale a alternativa que relaciona corretamente a atividade proposta por Sílvia com o que defende Jussara Hoffman (2015) a respeito da avaliação mediadora.
A professora traz uma atividade objetiva e bem delimitada como contexto preparatório para uma avaliação formal justa e inclusiva, como propõe Hoffman.
Um dos pressupostos básicos da avaliação defendida por Hoffman é seu caráter investigativo e mediador, ao invés de constatativo como se vê na prática de Sílvia.
A ação avaliativa, para Hoffman, precisa considerar objetivos e metas ideais, para que a diversidade dos alunos não impeça a igualdade na avaliação, preocupação presente na atuação de Sílvia.
Ao optar por uma fábula, reconhecida como um gênero de leitura fácil, a professora se afasta do paradigma mediador, porque não consegue realizar um “diagnóstico de capacidades”, central neste tipo de avaliação.
A prática de Sílvia é convergente com a avaliação mediadora no contexto da educação infantil, mas não com a EJA, uma vez que a aprendizagem significativa desses sujeitos fica comprometida pelo uso de um texto infantil.