

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
De acordo com as diretrizes operacionais para a educação de jovens e adultos (EJA) nos aspectos relativos ao seu alinhamento à Política Nacional de Alfabetização (PNA) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assinale a opção correta.
Os cursos da EJA desenvolvidos por meio da educação a distância (EaD) são ofertados em todos os segmentos da educação básica.
A organização da EJA, quando articulada à educação profissional e tecnológica, deve observar, exclusivamente, as diretrizes curriculares nacionais relativas à educação profissional técnica de nível médio.
A EJA articulada à educação profissional somente poderá ser ofertada de forma concomitante, na qual a formação profissional é desenvolvida paralelamente à formação geral.
O aproveitamento de saberes, estudos e conhecimentos adquiridos pelo estudante antes do ingresso nos cursos da EJA deve ser garantido e incorporado ao seu currículo escolar.
A EJA somente pode ser organizada em etapas únicas, definidas pelos sistemas de ensino, independentemente de seu local de oferta.
Com base nas características socioculturais, econômicas e educacionais do público da EJA e nos princípios que orientam a diversidade cultural, étnico-racial e de gênero nessa modalidade, analise as afirmativas a seguir:
I.A juvenilização da EJA, observada desde os anos 1990, resultou de processos de exclusão escolar — reprovações sucessivas, abandono e redirecionamento institucional — que deslocaram jovens do ensino regular para a modalidade, exigindo do professor estratégias que acolham trajetórias de ruptura sem homogeneizar expectativas formativas distintas.
II.A presença de estudantes quilombolas e indígenas na EJA urbana pode ser atendida por meio de práticas pedagógicas gerais de contextualização, já que a modalidade, por sua flexibilidade, tende a contemplar diferentes realidades culturais sem necessidade de construção de propostas curriculares específicas.
III. A perspectiva de gênero na EJA reconhece que mulheres, especialmente as que interromperam os estudos por responsabilidades domésticas e de cuidado, enfrentam determinantes estruturais que ultrapassam a esfera pedagógica e exigem do professor postura acolhedora aliada a articulação com políticas intersetoriais.
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A atribuição de atuar na alfabetização de adultos (EJA) exige do Professor uma competência técnico-pedagógica complexa que diferencie essa modalidade do ensino regular ministrado para crianças de 1º ao 5º ano. No planejamento e execução das aulas para o público adulto, o docente deve considerar que:
Os adultos possuem estruturas cognitivas idênticas às das crianças, justificando o uso dos mesmos materiais didáticos, cartilhas e metodologias de memorização.
Os estudantes jovens e adultos trazem saberes, trajetórias de vida e experiências de trabalho que precisam ser acolhidos e integrados como ponto de partida para uma aprendizagem significativa.
O processo de aprendizagem do adulto deve ignorar sua experiência de vida e focar estritamente na alfabetização funcional e no isolamento de conteúdos gramaticais mecânicos.
A motivação do estudante adulto é puramente institucional, cabendo ao Professor aplicar métodos coercitivos de frequência e avaliação para evitar a evasão escolar.
Sobre a educação de jovens e adultos, assinale a alternativa correta.
A Fundação Movimento Brasileiro de Alfabetização foi criada no processo de redemocratização do país, após o período da ditadura militar, com o objetivo de promover o máximo desenvolvimento de jovens e adultos que não tiveram acesso ao ensino regular.
De acordo com as Diretrizes Operacionais Nacionais para Educação de Jovens e Adultos (EJA), pessoas com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação, que apresentam defasagem de escolarização, terão acesso à educação em uma modalidade específica e não na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
De acordo com as Diretrizes Operacionais Nacionais para Educação de Jovens e Adultos (EJA), a organização curricular será ofertada em períodos anuais ou semestrais e no período noturno, como forma de atender às demandas da classe trabalhadora.
No âmbito da educação de jovens e adultos, destaca-se o Movimento de Cultura Popular de Recife, liderado por Paulo Freire e ligado ao serviço de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco, o qual sistematizou um método de alfabetização tendo como pressuposto a prática educativa como compromisso social e político.
De acordo com a LDB (Lei nº 9.394/1996), os cursos e exames supletivos, com o objetivo de habilitar o prosseguimento de estudos em caráter regular, serão realizados no nível de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, para os maiores de 18 (dezoito) anos.
Um professor recém-empossado na rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes está organizando o planejamento pedagógico para o primeiro bimestre de uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ao selecionar a abordagem metodológica e os conteúdos, ele busca seguir as diretrizes contidas nas Orientações Curriculares da Rede. Considerando o perfil singular dos educandos desse segmento, o professor deve pautar suas aulas, prioritariamente, em:
Atividades padronizadas do ensino regular de crianças e adolescentes, visando à correção célere da distorção idade-série.
Experiências concretas e funcionais que estejam interligadas à vivência e à realidade social e profissional do grupo de alunos.
Conteúdos de caráter puramente teórico e abstrato, visando distanciar o aluno de sua rotina para uma formação acadêmica clássica.
Modelos de ensino baseados na transmissão unilateral de conhecimentos, desconsiderando a história e a condição socioeconômica do sujeito.
Durante o planejamento do ano letivo em uma unidade escolar que oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA), o pedagogo observa que muitos docentes, oriundos do ensino regular, tendem a replicar métodos de ensino centrados na autoridade do professor e na memorização de conteúdos. Em reunião de orientação, o pedagogo ressalta que o fortalecimento das aprendizagens desse público exige uma ruptura com o modelo pedagógico tradicional em favor de uma abordagem andragógica, que reconheça a maturidade e a singularidade do sujeito adulto. Nesse cenário, ao auxiliar os professores na transição para uma prática mediadora, o pedagogo deve orientar que o processo educativo:
Fundamenta-se em uma orientação para a aprendizagem centrada em situações da vida e em problemas, utilizando a experiência acumulada pelos alunos como recurso central para a construção de novos saberes.
Privilegie a sistematização lógica do conteúdo programático, assegurando que o domínio dos fundamentos teóricos preceda a aplicação prática, de modo a organizar o pensamento do aluno que possui uma trajetória escolar descontínua.
Concentre o estímulo pedagógico nos incentivos de ascensão socioeconômica e profissional, partindo do pressuposto de que a motivação do adulto para o retorno aos estudos é condicionada pela utilidade instrumental da certificação escolar.
Adote uma postura de direção instrucional constante, visto que a ausência de base escolar anterior tende a reforçar o autoconceito de dependência do aprendiz, exigindo que o professor assuma a responsabilidade pelas decisões do percurso formativo.
A utilização de Recursos Educacionais Abertos (REA) na EJA implica necessariamente custos de licenciamento para a escola, pois, embora sejam de livre acesso, sua adaptação e redistribuição são controladas por direitos autorais restritivos.
Certo
Errado
O Art. 37 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, trata da Educação de Jovens e Adultos (EJA), definindo seus objetivos, destinatários e responsabilidades do Poder Público. À luz desse dispositivo legal, assinale a alternativa correta.
A Educação de Jovens e Adultos configura-se como instrumento da educação ao longo da vida, devendo o Poder Público promover ações que garantam o acesso e a permanência do trabalhador na escola.
A oferta da Educação de Jovens e Adultos deve ocorrer exclusivamente por meio de cursos regulares presenciais, vedada a realização de exames supletivos.
A Educação de Jovens e Adultos destina-se prioritariamente à qualificação profissional imediata, sendo a escolarização formal um objetivo secundário, conforme regulamentação específica.
A articulação entre a Educação de Jovens e Adultos e a educação profissional é obrigatória em todos os sistemas de ensino, independentemente de regulamentação.
Conforme Santana e Silva (2021), em relação à formação docente para atuar na Educação de Jovens e Adultos (EJA), é correto afirmar que
a formação técnica do professor da EJA é pouco relevante, pois o que importa é a sua experiência de vida pessoal e de sala de aula nos anos iniciais do ensino fundamental.
a formação em cursos de Pedagogia no Brasil exclui qualquer debate sobre EJA, focando majoritariamente em questões didáticas, de gestão escolar e de supervisão.
o problema da formação voltada para atuação na EJA é inexistente, pois a EJA não requer metodologias diferenciadas, sendo o ensino de adultos igual ao de crianças.
existe uma vasta oferta de cursos de formação inicial e continuada que preparam especificamente para as peculiaridades do público adulto, sendo este um problema já superado.
os professores que atuam na EJA, em geral, são os mesmos do ensino regular infantil e, por vezes, não possuem formação específica, tendendo a reproduzir dinâmicas de ensino infantil com os adultos.
E. M. Santana e E. B. Silva (2021) discutem, reflexivamente, resultados de pesquisa qualitativa, realizada em classe de EJA, Educação de Jovens e Adultos, a partir de observação participante e de entrevistas com seus educandos e sua educadora. A interpretação dos dados assim obtidos permitem às pesquisadoras apontarem a necessidade e a importância de oferecer formação continuada aos docentes da EJA, com reflexão individual e coletiva sobre suas práticas e concepções, de modo a garantir educação escolar de qualidade, como direito constitucional a jovens e adultos que não foram atendidos na idade própria.
Essa pesquisa apresenta uma análise das práticas observadas e das respostas dos entrevistados a qual revela
alguma renovação, maior no discurso que na prática docente, a qual mescla atividades com maior participação dos educandos e temas de seu cotidiano, com outras tradicionais, preferidas, aliás, por alguns deles.
pouca intenção de renovação no discurso da professora, justificada pelo reconhecimento de que lhe falta treinamento para realizar práticas novas que envolvam, igualmente, todos os alunos, com idades bem diferentes.
a satisfatória renovação de discursos e práticas da professora, inspirada em Paulo Freire, respeitando o universo cultural dos educandos e sua diversidade, cuidando de dar voz a eles, num diálogo problematizador.
total segurança da professora de que, para essa clientela, teoria e prática tradicionais são as mais eficientes, e, depoimento dos alunos de que as preferem, somadas ao afeto da professora para ensinar.
total divórcio entre o discurso proferido nas entrevistas, defendendo a participação e a voz do educando, e a prática docente nas aulas observadas: cópia, comando da professora, silêncio dos alunos.
Situação hipotética: Uma professora de EJA desenvolve um projeto sobre letramento financeiro. As atividades incluem a criação de uma planilha de orçamento pessoal, a análise comparativa de taxas de juros de empréstimos e a discussão sobre direitos do consumidor em serviços bancários. Assertiva: Tal projeto transcende o ensino de operações matemáticas básicas, promovendo competências para a tomada de decisões financeiras conscientes.
Certo
Errado
O princípio da educação ao longo da vida, um dos fundamentos da EJA, refere-se exclusivamente à necessidade de os adultos retornarem à escola para concluir a educação básica formal que não tiveram oportunidade de cursar na idade apropriada.
Certo
Errado
Ao propor a um aluno da EJA, que trabalha como cozinheiro, um problema que envolve ajustar as quantidades dos ingredientes de uma receita para servir um número maior de pessoas, o professor está promovendo o desenvolvimento do numeramento, especificamente no que tange ao raciocínio proporcional em uma situação prática do cotidiano.
Certo
Errado
As estratégias para garantir a permanência e o êxito dos estudantes na EJA devem se concentrar exclusivamente em fatores intraescolares, como a qualidade do ensino, desconsiderando fatores extraescolares como condições de trabalho e transporte, pois estes estão fora do alcance da gestão educacional.
Certo
Errado
Leia o excerto a seguir:
“O fato de nunca ter posto os pés numa escola, não significa que ‘seu’ João não tenha idéias bem precisas a respeito da escola. Para ele, assim como para a imensa maioria dos adultos analfabetos, a escola é o lugar onde os que não sabem vão aprender com quem sabe (o professor) [...].
Sabendo por que busca a escola, o adulto elege também seu conteúdo. Espera encontrar, lá, aulas de ler, escrever e falar bem. Além, é claro, das operações e técnicas aritméticas. Espera obter informações de um mundo distante do seu, marcado por nomenclaturas que ele considera próprias de quem sabe das coisas.
Mas não é só em relação ao que a escola ensina que ‘seu’ João e seus companheiros trazem muitas informações. Eles têm também muitas idéias a respeito de como a escola ensina.
A aprendizagem, na visão popular, está centrada na ação do professor. É ele que coloca o conhecimento dentro dos alunos. Para isso, o professor usa alguns recursos como: explicações, correções, cópias, repetições…Para essas idéias contribui, também, a distribuição das carteiras, todas voltadas para o professor. Afinal, todo o conhecimento virá dessa figura central.”
(Barreto; Carlos, 2005).
Esta passagem ilustra como seus autores retratam a visão que o público da educação de jovens e adultos (EJA) geralmente tem acerca da educação escolar. Ao discutir a ação do professor da EJA diante desse contexto, Barreto e Carlos (2005) afirmam que os professores que têm obtido maior sucesso em trabalhar essa situação costumam, logo nas primeiras semanas de aula,
aproveitar-se da disposição prévia a um ensino sistematizado, privilegiando conteúdos complexos e socialmente valorizados.
frustrar as expectativas dos estudantes, colocando em prática uma conduta crítica respaldada na pedagogia emancipatória.
responsabilizar-se por esclarecer que o sucesso e o fracasso da aprendizagem são essencialmente resultados de esforço individual.
preocupar-se que os estudantes reconheçam, na escola em que estão entrando, a escola que eles imaginavam.
explicitar, com um discurso contundente, a disparidade entre as expectativas dos estudantes e a realidade da escola.
Entre outras disposições, o Decreto federal no 12.048/2024 institui o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos, com a finalidade de apoiar os Estados, o Distrito Federal e os Municípios na superação do analfabetismo e na qualificação da educação de jovens e adultos (EJA). Segundo o art. 2º do documento, uma das diretrizes do Pacto é
a diferenciação e independência da EJA em relação à educação profissional e tecnológica.
a extinção de exames supletivos pautados em conhecimentos e habilidades adquiridas pelos educandos por meios informais.
a valorização e o reconhecimento da contribuição da Educação Popular nas ações de alfabetização.
a unificação de metodologias, abordagens e instrumental pedagógico adequados ao público da EJA.
a ampliação do público-alvo da EJA a fim de incluir estudantes repetentes com menos de 15 anos de idade.
O público da EJA é caracterizado pela homogeneidade, sendo composto majoritariamente por trabalhadores rurais idosos com baixa ou nenhuma escolarização, o que permite a adoção de um planejamento pedagógico padronizado para todas as turmas dessa modalidade.
Certo
Errado
O uso de tecnologias assistivas em salas de EJA, como softwares leitores de tela, deve ser restrito aos estudantes com laudo médico de deficiência, sendo vedada sua utilização por outros alunos, mesmo que estes apresentem dificuldades de aprendizagem temporárias.
Certo
Errado
A abordagem da mediação de conflitos na EJA, em oposição a um modelo puramente punitivo, foca no diálogo e na construção de soluções negociadas entre as partes envolvidas, visando à restauração das relações e à aprendizagem com a situação conflituosa.
Certo
Errado
A integração da Educação de Jovens e Adultos (EJA) à Educação Profissional e Tecnológica representa estratégia de ampliação do direito à educação para sujeitos historicamente excluídos do sistema escolar. Essa integração busca articular escolarização básica com formação profissional, considerando-se trajetórias interrompidas, experiências de trabalho e especificidades socioculturais dos estudantes.
Nesse âmbito, constitui desafio para a EJA integrada à Educação Profissional e Tecnológica
priorizar, exclusivamente, certificação rápida para inserção imediata no mercado de trabalho, já que se trata de um público, majoritariamente, adulto.
reduzir a formação geral para ampliar a carga horária técnica, pois os jovens e adultos precisam de questões mais práticas para a vida do trabalho.
desenvolver proposta curricular que reconheça os saberes prévios dos estudantes e articule formação básica e profissional de forma integrada.
organizar a formação profissional de modo desvinculado das experiências de vida dos estudantes e de acordo com o PPI da instituição.
adotar currículo idêntico ao ensino regular, desconsiderando-se as especificidades do público jovem e adulto.