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E. M. Santana e E. B. Silva (2021) discutem, reflexivamente, resultados de pesquisa qualitativa, realizada em classe de EJA, Educação de Jovens e Adultos, a partir de observação participante e de entrevistas com seus educandos e sua educadora. A interpretação dos dados assim obtidos permitem às pesquisadoras apontarem a necessidade e a importância de oferecer formação continuada aos docentes da EJA, com reflexão individual e coletiva sobre suas práticas e concepções, de modo a garantir educação escolar de qualidade, como direito constitucional a jovens e adultos que não foram atendidos na idade própria.
Essa pesquisa apresenta uma análise das práticas observadas e das respostas dos entrevistados a qual revela
alguma renovação, maior no discurso que na prática docente, a qual mescla atividades com maior participação dos educandos e temas de seu cotidiano, com outras tradicionais, preferidas, aliás, por alguns deles.
pouca intenção de renovação no discurso da professora, justificada pelo reconhecimento de que lhe falta treinamento para realizar práticas novas que envolvam, igualmente, todos os alunos, com idades bem diferentes.
a satisfatória renovação de discursos e práticas da professora, inspirada em Paulo Freire, respeitando o universo cultural dos educandos e sua diversidade, cuidando de dar voz a eles, num diálogo problematizador.
total segurança da professora de que, para essa clientela, teoria e prática tradicionais são as mais eficientes, e, depoimento dos alunos de que as preferem, somadas ao afeto da professora para ensinar.
total divórcio entre o discurso proferido nas entrevistas, defendendo a participação e a voz do educando, e a prática docente nas aulas observadas: cópia, comando da professora, silêncio dos alunos.