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Philippe Perrenoud (1999) discute a temática da avaliação da educação escolar entre duas lógicas: a da avaliação formativa e a de seleção. O autor argumenta que, sendo a vocação da avaliação formativa a de contribuir para as aprendizagens, em uma lógica de ação, sem resignar-se com as desigualdades e as dificuldades, ela
é incompatível, desde seus princípios, com qualquer seleção.
favorece a aprendizagem nos anos escolares iniciais, mas é contra-indicada para os finais.
protege, com essa lógica, os carentes, mas “amarra” os bem nascidos e talentosos.
tem uma relação prática delicada com a de seleção; não lhe dá as costas, mas a vê como um mal necessário.
incomoda os professores e a burocracia escolar; os primeiros, com novas e difíceis demandas e, esta última, pelo dever de impô-las a eles.