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A educação, enquanto transmissão/apropriação ativa dos modos de pensar, sentir e agir da sociedade, na convivência direta e espontânea dos indivíduos, nasceu com a própria sociedade. Já a educação escolar para pessoas comuns, nem nobres, nem clérigos, surge no contexto histórico da modernidade, quando o conhecimento sistematizado é incorporado na máquina e nas práticas produtivas, nas cidades e nas práticas sociais em geral, primeiro na Europa central expandindo-se para outros países. No Brasil, apenas séculos depois. E as instituições de educação para crianças pequenas, creches, jardins de infância, e pré-escolas, em nosso país? De acordo com Oliveira (2002), essas instituições compõem, hoje, a etapa da educação infantil, voltada ao desenvolvimento integral, de todas as crianças, como direito, a ser garantido a elas, com qualidade. A autora observa que a efetivação desse direito
possibilita uma verdadeira revolução de qualidade no ensino fundamental, etapa seguinte da educação básica, porque antecipa o processo de alfabetização das crianças.
esbarra na falta de cooperação dos pais de pouca ou nenhuma escolarização, atrasando a articulação correta da pronúncia das palavras e a ampliação do vocabulário.
requer que o poder público compre vagas em escolas particulares de educação infantil para as crianças das famílias de baixa renda, pois só elas podem oferecer qualidade.
demanda políticas públicas de financiamento das creches pelas empresas privadas que empregam mães de crianças com idades até três anos, em troca da redução de impostos.
envolve conhecer como se dá o desenvolvimento e combater a desigualdade social, articulada ao caráter dual, com que essas instituições foram criadas e são, em muitos casos, mantidas.