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Na análise das relações entre a criança e o consumo no mundo contemporâneo, Solange Jobim e Souza (1997) alerta para a capacidade da criança, em seu movimento simbólico, resgatar uma compreensão polifônica do mundo, denunciando o novo no contexto do sempre igual. Essa afirmação traz como desdobramento para o contexto educacional:
valorização do brincar, compreendendo que nele os objetos extrapolam as funções imputadas pela indústria cultural massificadora.
valorização da criança como redentedora da humanidade, colocada num lugar de crítica à cultura do consumo.
valorização das mídias e novas tecnologias da informação como aberturas de novas possibilidades de integração da criança na sociedade.
resgate das brincadeiras tradicionais infantis, compreendidas como caminho único de humanização das crianças na escola.
ampliação do movimento de fetichização e exaltação dos objetos no cotidiano, com abertura para os modismos e novidades do mercado.