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Ao discutir o que denomina relação dialógica profissional com as crianças, no livro Complexidade e relações na Educação Infantil, Alfredo Hoyuelos pondera: “Consciente e inconscientemente, nossa formação é, também, nossa deformação”. Assinale a alternativa que contém outra afirmação do autor que explica essa ideia, em coerência com a argumentação tecida no referido livro.
Na atuação com as crianças, quando valorizamos a sensibilidade, a escuta e o respeito à infância, a formação acadêmica torna-se não apenas prescindível, mas verdadeiramente um obstáculo.
Quando somos formados para considerarmos as crianças como sábias e competentes, nossa forma de relação normalmente está cheia de urgências, instruções, programas, ensinamentos, antecipações e controles.
Ter boas referências culturais, para além da formação profissional, buscando o ecletismo e demonstrando-o retoricamente, é suficiente para garantir a escuta necessária à educação da infância.
Quando somos formados para ver as crianças como vasos a preencher, nossa presença atenta se converte em acompanhamento, espera, observação, investigação, oferta de bons cenários estéticos.
É importante tomar consciência de nossos tesouros formativos, que também são nossas jaulas, para saber que há outras possibilidades de relação.