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A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido na medida em que se articula com um projeto pedagógico e com seu consequente projeto de ensino. A avaliação tanto no geral quanto no caso específico da aprendizagem não possui uma finalidade em si; ela subsidia um curso de ação que visa construir um resultado previamente definido. No caso que nos interessa, a avaliação subsidia decisões a respeito da aprendizagem dos educandos, tendo em vista garantir a qualidade do resultado que estamos construindo. Por isso, não pode ser estudada, definida e delineada sem um projeto que a articule.
(Cipriano Carlos Luckesi, 2011.)
Quando a “escola opera com verificação e não com avaliação da aprendizagem”, torna-se necessário:
Encaminhar os educandos para passos subsequentes da aprendizagem, caso se considere que, qualitativamente, atingiram um nível da satisfatoriedade no que estava sendo trabalhado.
Coletar, sintetizar, ou relatar da forma mais objetiva possível, as manifestações das condutas cognitivas, afetivas, psicomotoras dos educandos, registrando-a simplesmente no diário de classe ou caderneta de alunos.
Atribuir uma qualidade à configuração da aprendizagem, a partir de um padrão preestabelecido e admitido como válido pela comunidade dos educadores e especialistas dos conteúdos que estejam sendo trabalhados.
Reorientar para imediata aprendizagem, caso sua qualidade se mostre insatisfatória e o conteúdo, habilidade ou hábito, que esteja sendo ensinado e aprendido, seja efetivamente essencial para a formação do educando.