

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Ao escrever sobre alfabetização na Educação de Jovens e Adultos (EJA), Leão (in: Gustsack, Viegas, Barcelos, 2007) defende que o desejo de elevar os educandos e educandas jovens e adultos a uma condição de alfabetizados pressupõe práticas sociais de leitura e escrita que possam também elevá-los à condição de cidadãos e cidadãs. Para o autora, um trabalho em alfabetização que pretenda contribuir para uma formação cidadã precisa reorganizar algumas ações como
a duração das aulas, a formação dos professores e a garantia da oferta de livros didáticos a todos os alunos, sendo necessário, também, promover a alfabetização de forma neutra.
a discussão dos programas ou projetos pedagógicos com os envolvidos, a relação estabelecida com o saber, os currículos, as formas de avaliação, os horários, a participação de alunos e alunas nas decisões.
a reestruturação do currículo e das relações de poder na escola, a promoção de uma escola crítica, democrática, apolítica, na qual a alfabetização está desvinculada das identidades de classe ou pessoal.
respeitar as necessidades dos adultos e sua representação de escola e ensinar a partir da técnica que privilegia o traçado exato da letra e a memorização das famílias silábicas, acelerando, assim, a alfabetização.
desobrigar a EJA de cumprir as normas da educação formal e de funcionar em prédios escolares, devendo, ainda, considerar a leitura e a escrita como marcas de sabedoria, que são essenciais para o estudante.