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O documento Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia (1998) destaca que “as percepções que os indivíduos, grupos ou sociedade têm do lugar em que se encontram e as relações singulares que com ele estabelecerem fazem parte do processo de construção das representações de imagens do mundo e do espaço geográfico. As percepções, as vivências e a memória dos indivíduos e dos grupos sociais são, portanto, elementos importantes na constituição do saber geográfico” (Brasil, 1998, p. 110).
Relacionando o trecho acima com o pensamento de Lana de Souza Calvacanti sobre o tema, pode-se afirmar que
a prática cotidiana dos alunos é plena de espacialidade, cabendo à escola trabalhar com esse conhecimento, impulsionando pensamentos críticos e reflexivos.
os alunos têm um olhar espacial distorcido e imaturo da realidade, cabendo à escola corrigi-los para validá-los como pensamentos críticos e reflexivos.
a percepção de que os alunos têm sobre o espaço é carregada de suas experiências e, portanto, deve ser relativizada no processo de ensino e aprendizagem escolar.
a escola não deve ser a única formadora da prática espacial dos alunos, mas é somente por meio da produção do pensamento escolar que os alunos atingem uma percepção crítica sobre ele.
não há evidências científicas suficientes para se concluir que a construção das representações de imagens do mundo e do espaço geográfico é relevante no processo de ensino e aprendizagem da geografia.