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Leia o texto a seguir para responder as questões de números 22 e 23.
Taís é professora do Ensino Fundamental em uma escola pública de Mogi das Cruzes. Ela está fazendo seu planejamento do ano letivo de 2024 e, ao realizar algumas pesquisas temáticas, resgatou a reportagem a seguir:
“Os impactos de todos os poluentes que jogamos na atmosfera por séculos estão por todo lado, inclusive aqui, no Alto Tietê. Em Mogi das Cruzes, mais alagamentos na área urbana e prejuízos na produção rural. Dias depois da chuva, Cecília Macena, que mora no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, precisa enfrentar um caminho de alagamentos e ruas esburacadas para levar os filhos para a escola. Com a chuvarada que vem desde o começo deste ano, as enchentes chegaram até a sua casa. ‘Na verdade, a gente já tem três anos aqui. E aí esse ano foi o primeiro ano de enchente. Foi muito frustrante, porque a gente com criança, eu tava, no meu caso, eu tava operada, tinha acabado de fazer uma laqueadura, e aí você vê a sua casa toda cheia de água. É muito frustrante. Na minha casa eu perdi guarda-roupa, perdi cama. A gente passa com as crianças pra ir pra escola, no meio da água. Voltar da escola, no meio da água’, disse a dona de casa”.
(J. Belarmino, M. Costa e C. Ferreira, Mudanças climáticas afetam zonas urbanas e rurais do Alto Tietê, Diário TV 1a edição, 16.03.2023. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2023/03/16/mudancas-climaticas-afetam-zonas-urbanas-e-rurais-do-alto-tiete.ghtml. Adaptado)
Taís decidiu elaborar um projeto a respeito das chuvas e dos alagamentos no município, tratando da crise ambiental, mais especificamente do aquecimento global, para trabalhar componentes curriculares de Ciências.
Em relação à posição defendida por Dowbor (2007), essa decisão da professora é
incompatível, pois trabalha conteúdos das ciências naturais e biológicas em detrimento da aprendizagem de conteúdos sociais e de ciências humanas.
incompatível, pois tem como foco um tema global, que é o aquecimento do planeta, em detrimento de temas de transformação local.
compatível, pois os problemas locais se articulam com questões globais e essa compreensão apoia a construção de uma cidadania informada e, por isso, ativa.
compatível, pois segue a metodologia de projetos que, independentemente do conteúdo, gera aprendizagem significativa.
compatível, pois foca sua discussão em aspectos naturais, preservando as crianças das dimensões políticas do problema.