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Uma escola de ensino médio no interior do Brasil apresenta altos índices de violência e indisciplina. Sua história tem sido demarcada por um cenário de desorganização, anomia e instabilidade. A equipe pedagógica até presenciou um caso grave envolvendo uma professora: um aluno jogou-a da escada e ela quebrou a perna. É nítido que a escola enfrenta conflitos internos, devido a problemas de desigualdade, distorção idade-série e evasão escolar. Com a chegada de uma nova equipe gestora e pedagógica, a escola convida a comunidade para estabelecer um diálogo, visando à coletividade e possibilidade de repensar o projeto político escolar. A direção e as pedagogas passaram a convidar os pais para um café, realizar fóruns com os alunos para verificar o que eles pensavam sobre a escola, ouvir individualmente os professores.
Com base no caso apresentado, é possível afirmar que
a direção e a equipe pedagógica da escola têm sido permeadas por um quadro complexo regido por inúmeras formas de violência, sobretudo porque há excesso de poder no âmbito escolar.
a violência que se apresenta na escola está sendo provocada por estigmas reais e simbólicos, já que tem deixado de cumprir o seu papel de provedora dos direitos humanos fundamentais.
a direção e a equipe pedagógica têm buscado uma triangulação focal, pois se entende que a exposição de ideias permite inibir a macroviolência na escola.
a direção e a equipe pedagógica da escola não conseguirão garantir um ambiente seguro, já que o quadro de violência é algo generalizado e se relaciona intimamente com a distribuição de poder.
a direção e a equipe pedagógica terão êxito em mudar a realidade da escola, já que estão aglutinando expectativas e esforços dos diferentes segmentos da comunidade escolar, constituindo uma coletividade que resulte na aprendizagem de todos os alunos.